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Eleições nas Ilhas Açores 
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Nota Eleições nas Ilhas Açores
Açores: 191 mil recenseados escolhem hoje 57 deputados

19.10.2008 - 08h26 Tolentino de Nóbrega

Com cadernos eleitorais praticamente "limpos" de eleitores-fantasmas, 190.953 açorianos escolhem hoje os 57 deputados da respectiva assembleia legislativa. O universo de eleitores recenseados, actualizado, é inferior em 3707 ao do total de residentes no arquipélago com idade para votar, o que representa uma diferença de menos dois por cento.

Apenas em duas das nove ilhas (Santa Maria e São Jorge, respectivamente com mais 31 e 49 eleitores do que residentes com mais de 18 anos) verifica-se a existência de eleitores--fantasmas, tida, até agora, como o principal factor explicativo da elevada taxa de abstenção registada em todos os actos eleitorais realizados no arquipélago. Estudos recentes estimam que em Portugal os cadernos eleitorais têm um mínimo de 785 mil eleitores-fantasmas, ou seja, 8,92 por cento dos inscritos, sendo o caso mais preocupante o da Madeira, com 22,28 por cento de falsos eleitores.

Os Açores - com 243 mil habitantes dispersos pelas nove ilhas do arquipélago, algumas distantes entre si cerca de 600 quilómetros, e afastadas 1643 quilómetros do Continente, do qual a Madeira dista 978 - apresentam uma situação de periferia extrema, uma das razões habitualmente avançadas para justificar o seu atraso, a par do seu disperso mercado interno muito pequeno e do baixo nível de qualificação dos seus trabalhadores (cerca de 80 por cento tem apenas o mais baixo nível de escolaridade), que se traduz numa produtividade baixa e na falta de iniciativa empresarial.

Em termos de criação de riqueza, o sector açoriano mais dinâmico é o terciário, que representa quase 80 por cento do VAB (valor acrescentado bruto). Ainda assim, a exploração dos recursos naturais e agrícolas continua a ser um dos pilares da economia da região, pois o seu peso não só abarca o sector primário (cerca de 5 por cento do VAB), como também o secundário (17,5 por cento) através da indústria agro-alimentar. Com 2,88 mil milhões de euros de Produto Interno Bruto (PIB), a pequena economia açoriana representa apenas 2 por cento do total do PIB nacional. Por habitante representa 83 por cento da média nacional e 56 por cento da europeia, colocando-se no lote das regiões mais atrasadas da UE.

Nos últimos anos a economia dos Açores tem registado um significativo crescimento, com uma aceleração de 3,3 por cento em 2006 relativamente ao ano anterior e um ritmo de crescimento cerca de duas vezes e meia superior à média nacional. Em 2006 foi a região com maior taxa de crescimento do país, registando nos anteriores quatro anos a segunda melhor.

De 1996 (ano em que o PSD deixou o governo regional) a 2006, o PIB dos Açores quase duplicou o seu valor, ao crescer 89 por cento, enquanto a nível nacional foi de 71 por cento. No período de 2002 a 2006, os últimos quatro anos divulgados, a economia açoriana foi, entre as sete regiões portuguesas, a que registou melhor desempenho (taxa nominal de 20,3 por cento), enquanto a média nacional se situou nos 14,8 por cento, a mesma da Madeira. Desde 2001, os Açores conseguem um ritmo de crescimento médio anual (2,5 por cento) cinco vezes superior ao nacional (0,5 por cento).

Apesar da significativa convergência para a média nacional, a pobreza continua a ser um flagelo neste arquipélago. Mesmo sendo a região em que o número de beneficiários do Rendimento Social de Inserção menos aumentou no último ano, os Açores continuam a ser das regiões mais afectadas por este problema de exclusão social. Em 1999 usufruíram do rendimento mínimo garantido 27.666 açorianos, número que actualmente desceu para 17 mil, sendo o valor médio da prestação por beneficiário de 68,23 euros, o mais baixo de todas as regiões do país. Entre os beneficiários da medida no arquipélago encontram-se 8256 crianças e jovens dos zero aos 18 anos integrados no processo educativo escolar e 1296 jovens dos 19 aos 24 anos e 6355 adultos dos 25 aos 29 anos, dos quais 55 por cento são mulheres, inseridos num processo de promoção de competências para a empregabilidade e integração profissional.

Os idosos contam com um complemento de pensão de 60 euros e com um cheque-medicamento no valor de um salário mínimo que no arquipélago é acrescido de mais cinco por cento, subsídio de insularidade de que na mesma percentagem também beneficiam os funcionários públicos nas suas remunerações (2% na Madeira). Também para atenuar o ónus da ultraperiferia, e usando uma prerrogativa dada pela Lei de Finanças Regionais que permite uma redução de até 30 por cento na tributação dos ilhéus, as taxas de impostos e preços dos combustíveis nos Açores são os mais baixos do país. Os açorianos escaparam também à liberalização aérea que fez baixar a compensação estatal nas passagens dos residentes na Madeira, região cuja dívida pública ultrapassa o dobro da açoriana.

O desemprego não atinge níveis preocupantes nos Açores, pois, como revela o IEFP, caiu 12,7 por cento em Setembro, face a igual período de 2007, sendo esta a região do país onde o número dos desempregados mais baixou.

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19 Oct 2008 13:45
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El PS busca otra mayoría absoluta tras 12 años en el gobierno de las Azores

Tras doce años en el gobierno de las Islas Azores el Partido Socialista (PS) de Portugal busca otra mayoría absoluta en las elecciones regionales de este domingo, la primera prueba política para los comicios generales lusos de 2009.

En el archipiélago más occidental de Europa, situado a 1.500 kilómetros de Lisboa, están llamados a las urnas 190.000 de sus 240.000 habitantes para elegir el parlamento de esta región autónoma, una de las dos, junto a las más meridionales islas de Madeira, que tiene este estatuto en Portugal.

Carlos César, líder del PS insular, espera lograr su cuarto mandato consecutivo en el gobierno regional y las últimas encuestas vaticinan que lo conseguirá con una amplia diferencia respecto a su más cercano rival, el Partido Social Demócrata (PSD).

El sondeo divulgado el viernes por la empresa Eurosondagem, otorga al PS el 56 por ciento de los votos, mientras el PSD, que es también la principal organización de oposición a nivel nacional, apenas logra un 32 por ciento de intenciones de voto.

Las elecciones se producen cuando todavía está pendiente de promulgar el nuevo estatuto administrativo que amplia la autonomía de las Azores y fue aprobado por segunda vez, con algunos retoques, en el parlamento de Lisboa el pasado 25 de septiembre.

El texto había sido vetado y devuelto al parlamento por el presidente del país, Aníbal Cavaco Silva, el 31 de julio pasado, después de que el jefe de Estado, líder histórico del PSD, anunció su oposición al documento en un inusual discurso transmitido por televisión a todo el país.

Cavaco Silva, que 'cohabita' en la jefatura del Estado con el primer ministro socialista José Sócrates, argumentó que el estatuto había sido cuestionado por el Tribunal Constitucional y tenía aspectos que interferían con sus atribuciones y alteraban las relaciones entre los poderes públicos.

El veto de Cavaco motivó fuertes críticas de César, que con su larga era de gobierno en las islas se ha convertido en uno de los políticos más influyentes en la historia del archipiélago.

Pese a ser acusado por la oposición de olvidarse de los problemas de la población, el presidente regional es un político muy popular al que muchos isleños identifican con el avance social y económico que han vivido las Azores en paralelo a la bonanza experimentada por Portugal en el seno de la Unión Europea (UE).

El archipiélago, que vive sobre todo de la agricultura, la pesca y los servicios, ya no genera la emigración de antaño e incluso tiene un 3 por ciento de población llegada de otras tierras mientras ha visto mejorar indicadores sociales como la tasa de escolarización infantil, situada ya en el 100 por 100.

La mayor oposición al PS viene de su derecha porque en el otro extremo de la política las formaciones son aún menos relevantes que en el parlamento de Lisboa, con apenas un 2,7 por ciento de intención de voto en las encuestas para el Bloque de Izquierda.

Menos aún obtienen los comunistas, organizados con Los Verdes en la coalición CDU, que aparecen en los sondeos por debajo del 2 por ciento.

Las elecciones de las islas son seguidas con atención por las ejecutivas nacionales de los partidos lusos, que preparan ya los programas de las elecciones generales de 2009, en las que también los socialistas aspiran a revalidar en el parlamento nacional la mayoría absoluta que conquistaron en 2005.

En las votaciones de este domingo en Azores se eligen 57 diputados, 5 más que en las de 2004, tras la creación de un mecanismo electoral de compensación con el que se pretende mejorar la proporcionalidad del sistema.

Ante el temor de que la abstención pueda burlarle el triunfo, César llamó a los electores durante la campaña a no quedarse en casa y lamentarse después de una victoria de la oposición.

Desde estas filas el presidente del PSD en la región, Carlos Costa Neves, basó su campaña en el lema de que 'existe vida en las Islas Azores después de César', al que acusa de haber 'fracasado' en su larga gestión gubernamental.

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19 Oct 2008 13:51
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Si algun miembro del foro es azoriano o sabe de la política azoriana, que nos explique la situación política de las Azores, aunque, con lo que he leído ahora, me parece que es similar pero a la inversa vivida en aquellas CCAA que votaban normalmente al PSOE hasta 1995 cuando el PP se las arrebató y desde entonces el PP gana en ellas. Es decir, una situación inversa a la del País Valenciano y la Región de Murcia.

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19 Oct 2008 14:04
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RESULTADOS

Deputados totais: 57 PS
45.070 votos
(49,96%)
30 Mandatos PSD
27.309 votos
(30,27%)
18 Mandatos

CDS-PP
7853 votos
(8,70%)
5 Mandatos

PCP-PEV
2831 votos
(3,14%)
1 Mandato

BE
2976 votos
(3,30%)
2 Mandatos

MPT
684 votos
(0,76%)

PPM
424 votos
(0,47%)
1 Mandato

PDA
619 votos
(0,69%)


Inscritos: 192.956
Votantes: 90.221 (46,76%)
Abstenção: 102.735 (53,24%)
Brancos: 1695 (1,88%)
Nulos: 760 (0,84%)



Carlos César obtém a sua quarta vitória

PS de Carlos César conseguiu ontem nos Açores manter a maioria absoluta, mas perdeu um deputado e 15 mil votos. 49,96% por cento dos votantes - equivalente a 45.070 eleitores - elegeram 30 deputados socialistas para o parlamento açoriano.

O triunfo do PS foi no entanto ensombrado pela maior abstenção (53,24%) de sempre, com pouco mais de 90 mil pessoas a exercerem o seu direito de um total de quase 193 mil eleitores.

PS perdeu um deputado em relação a 2004, altura em que, recorde-se, obteve uma maioria mais absoluta do que a actual, com 56,96% e 60133 votos. De qualquer modo, os socialistas venceram em todas as ilhas e concelhos, à excepção das Lajes das Flores. Até em São Jorge, o PS venceu pela primeira vez, e com uma larga vantagem sobre o PSD, superior a 20%.

Digno de registo foi a vitória do PS sobre o PSD em Ponta Delgada, com diferença de 20,71%.

No discurso de consagração da vitória, Carlos César, acompanhado da mulher e do filho, o agora deputado Francisco César, destacou o "pleno" da maioria absoluta. "Vencer com maioria absoluta, vencer com cerca de 20 pontos de vantagem para o segundo partido mais votado é, em qualquer região e em qualquer país, uma grande vitória. O líder do PS/A estava satisfeito, mas classificou a votação arrecadada de média. Tudo porque a votação de cerca de 50% obtida pelo PS é superior à registada em 1996 e 2000, mas inferior à de 2004.

César não deixou de comentar a saída de Costa Neves e a potencial sucessão por parte de Berta Cabral, para lembrar que o PS ganhou no município de Ponta Delgada, presidido pela social democrata, por uma diferença superior a 20%. "A dra. Berta Cabral perdeu no seu concelho mais de 20%, quando ela se empenhou" de forma especial nele e em toda a ilha de São Miguel. Ao som de Vangelis, César reconheceu que "parte da vitória" conseguida pelo PS/A também se deve ao secretário-geral do PS, José Sócrates. "A abstenção foi elevada e houve uma quebra significativa de mobilização e de motivação nestas eleições em virtude da presunção de vitória que havia à volta do PS", reconheceu ainda.

PSD baixou a sua performance entre 2004 e 2008. Há quatro anos, com Victor Cruz na liderança, obteve 36,83% dos votos e 38882 votantes; ontem o PSD de Costa Neves alcancou 30,27% e 27309 votantes. Além da perda do bastião chamado São Jorge, ficou negativamente a marcar o PSD o facto de ter perdido, pela primeira vez, a representação parlamentar numa ilha - no Corvo, onde o lugar tradicionalmente social-democrata vai para o líder do PPM nos Açores, Paulo Estevão. Aliás, os deputados que PSPSD perderam, cada qual, foram para os pequenos partidos por via da aplicação do Círculo Regional de Compensação. E o pequeno partido que ontem teve maiores motivos para sorrir foi o CDS-PP. Passou de uma representação de dois para mais do dobro dos deputados - cinco oriundos de São Miguel, Terceira, São Jorge e Flores. O Bloco de Esquerda também tem razões para estar contente. Conseguiu, pela primeira vez, eleger dois deputados à Assembleia Legislativa Regional.

Por seu lado, a CDU conseguiu repor a representação parlamentar que perdera em 2004.



PS e PSD divergem na leitura nacional

O secretário-geral socialista , José Sócrates, saudou "com alegria" a vitória de Carlos César nas eleições regionais açorianas, adiantando que o PS tinha começado "com uma vitória o ciclo eleitoral que termina em 2009".

Uma visão bem diferente de Manuela Ferreira Leite, a líder do PSD, que fez questão de assumir que os sociais-democratas entram em todas as eleições para ganhar, pelo que assumia a derrota. Recusa, contudo, qualquer leitura nacional dos resultados, questionando mesmo se "alguma vez isso tinha sido feito em relação à Madeira".

Mas a diferença de análise entre os líderes dos dois principais partidos diferem igualmente em matéria de apreciação global das regionais dos Açores.

José Sócrates considera que a vitória de Carlos César "é a consagração de uma carreira política e de uma governação que orgulha todos os socialistas açorianos e os socialistas portugueses".

Já Manuela Ferreira Leite deixou claro que "o aspecto mais negativo é a questão da abstenção que nos deve preocupar muitíssimo".

A líder do PSD frisou ainda que, apesar dos seus objectivos não terem sido atingidos, vai "continuar a trabalhar como partido da oposição".

Ferreira Leite refere, por outro lado, que o PSD foi "confirmado como partido alternativo ao poder nos Açores" acrescentando: "Vamos continuar o nosso trabalho de forma séria e honesta e empenhada e como oposição vamos ajudar os açorianos a melhorar a sua situação."

Já Paulo Portas, líder do CDS/PP, que ontem viu reconhecido o seu empenho durante esta campanha para as regionais com a eleição de cinco deputados - a maior de sempre -, só hoje vai comentar os resultados obtidos. Luís Fazenda, líder parlamentar do BE, fez questão de adiantar ao DN que os bloquistas "estão obviamente satisfeitos por terem saído destas eleições como a quarta força política nestas regionais e de irem estrear-se na Assembleia Legislativa Regional dos Açores com uma grupo parlamentar de dois deputados".

Sob o signo açoriano Sócrates arrancou para 2009

Carlos César dedicou parte da vitória a José Sócrates, José Sócrates utilizou a vitória de César para ontem, a partir do Largo do Rato, arrancar, sob o entusiasmante símbolo açoriano, para a campanha eleitoral de 2009.

"Estas são as primeiras de uma série de eleições que se vão disputar no país. O PS começa com uma vitória". Nesta frase de Sócrates, o objectivo das suas duas excursões às ilhas para participar nos comícios de Carlos César, ficou ontem revelado. Sócrates queria, naturalmente, fazer da vitória regional a rampa de lançamento para o ano "sobreeleitoral" de 2009 e a muito previsível maioria absoluta de César é um excelente aperitivo.

Manuela Ferreira Leite fugiu das leituras nacionais, que no caso de eleições regionais arriscam-se sempre a ser manifestamente exacerbadas. Mas a líder do PSD sabe perfeitamente que, se Carlos Costa Neves tivesse invertido a "maldição" que desde 1996 se colou aos sociais-democratas, a sua conversa obviamente teria sido outra.

Se a vitória de Carlos César não tem rigorosamente nada a ver com os méritos de Sócrates, as eleições vieram a revelar alguns sinais curiosos que podem servir para uma reflexão nacional. A abstenção foi alucinante - 53,24%, nove pontos mais do que tinha acontecido em 2004. Apesar de ter atribuído parte deste valor a cadernos eleitorais desajustados, a verdade é que Carlos César não deixou de dedicar parte do seu discurso à questão que lhe toldou a alegria da vitória.

Outro dado: entre 2004 e 2008, o PS perdeu 15 mil votos. Desde que passou a ganhar as eleições nos Açores, em 1996, Carlos César obteve ontem o seu pior resultado, em número de votos. O facto de ter conseguido, pela primeira vez, ganhar em todas as ilhas dos Açores, não esconde a erosão do poder.

Mas, extraordinário, extraordinário foi o facto dos votos perdidos pelos socialistas não terem beneficiado o PSD, que obteve menos dois deputados do que em 2004, quando concorreu em coligação com o CDS. O CDS, cujos resultados de 2004 estavam submersos dentro da coligação, conseguiu ontem eleger 5 deputados na Assembleia Legislativa Regional. Um resultado inédito em representação parlamentar (8,70% dos votos correspondentes a 7853 votos). Paulo Portas empenhou-se furiosamente nestas eleições e os açorianos recompensaram o esforço, dando ao CDS um alento político que há muito tempo desconhecia (a avaliar pelas últimas sondagens).

A esquerda do PS consegue 5800 votos. O Bloco de Esquerda elege, pela primeira vez desde que foi criado, dois deputados à Assembleia Regional. O PCP consegue apenas um e recupera o lugar perdido, mas o número de votos é similar: 2976 para o Bloco de Esquerda, 2831 para o PCP. Ferreira Leite tem todas as razões para evitar, ao máximo, qualquer leitura nacional das eleições dos Açores. É que o PSD, que governou durante 20 anos as ilhas, não ganha nada com o que o PS perde. A esquerda e o CDS, sim.

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20 Oct 2008 11:35
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Presidente veta revisão do estatuto político dos Açores
27.10.2008 - 15h17 PÚBLICO
O Presidente da República decidiu vetar o novo estatuto político-administrativo dos Açores, diploma que já tinha reenviado para a Assembleia da República e que os socialistas voltaram a aprovar apenas com alterações de pormenor, que não respondiam às preocupações manifestadas por Cavaco Silva.

Na mensagem que enviou ao Parlamento, disponível no site da presidência, Cavaco Silva explica, em 17 pontos, as razões que justificam o veto político, o qual, garante, "não reflecte qualquer juízo negativo sobre o modelo autonómico acolhido na Constituição e concretizado no presente estatuto, agora expurgado de diversas inconstitucionalidades que antes o afectavam".

Tal como na comunicação ao país, que proferiu a 31 de Julho, Cavaco Silva insiste, contudo, que o diploma integra normas que "colocam em sério risco equilíbrios político-institucionais", nomeadamente ao prever que, através de lei ordinária, se imponham "obrigações e limites às competências dos órgãos de soberania que não sejam expressamente autorizados pela Constituição da República".

Em causa está, o artigo 114º do estatuto, que obriga o Presidente da República a ouvir, antes de dissolver o parlamento regional, o presidente da região autónoma e a Assembleia Legislativa, quando actualmente precisa apenas de consultar o Conselho de Estado e os partidos políticos. Tal imposição, sustenta, "significaria criar um precedente grave e inadmissível no quadro de um são relacionamento dos órgãos de soberania entre si e destes com os órgãos regionais".

Se a Assembleia da República, que aprovou o Estatuto por unanimidade a 25 de Setembro, confirmar o voto por maioria absoluta dos deputados em efectividade de funções, Cavaco terá de promulgar o diploma no prazo de oito dias a contar da sua recepção. Basta que os 121 deputados socialistas votem favoravelmente o Estatuto para o chefe de Estado ser obrigado a promulgá-lo.

Fiscalização preventiva em Julho

O Estatuto Político-Administrativo da Região Autónoma dos Açores foi rejeitado a 29 de Julho no Tribunal Constitucional (TC) e motivou, dois dias depois, uma comunicação ao país do Presidente da República, que alertou para o facto de algumas das normas previstas no diploma poderem pôr em causa a separação de poderes e as competências dos órgãos de soberania.

A posição do TC foi pedida a 4 de Julho por Cavaco Silva que requereu a fiscalização preventiva da constitucionalidade do decreto da Assembleia da República que aprovou a terceira revisão do estatuto. Das 13 questões levantadas por Cavaco Silva, sobre o Estatuto dos Açores, o Tribunal Constitucional considerou oito delas contrárias à lei fundamental.

O pedido de fiscalização teve por objecto as normas constantes do nº 5 do artigo 69º (limites temporais à marcação de eleições regionais), do nº 3 do artigo 114º (audição de órgãos de governo da Região Autónoma dos Açores pelo Presidente da República previamente à declaração do estado de sítio e estado de emergência na Região) e, ainda, do nº 1 do artigo 45º e dos números 5 e 6 do artigo 46º (referendo regional), com fundamento na violação dos princípios de reserva de Constituição e/ou de reserva de lei orgânica.

No que diz respeito às normas relativas ao regime de elaboração e organização do orçamento da Região, regime de utilização dos bens do domínio público marítimo do Estado, direitos, liberdades e garantias dos trabalhadores, conjugada com a disciplina legal da actividade reguladora dos órgãos de comunicação social na Região, e do artigo sobre segurança pública, o fundamento era que podiam violar a reserva de competência dos órgãos de soberania.

O pedido de fiscalização estendeu-se ainda à norma do artigo 47º (submissão a uma votação por maioria de dois terços, dos actos de iniciativa legislativa regional relativos a normas estatutárias e normas de lei orgânica respeitante à eleição dos deputados à Assembleia Legislativa da Região), com fundamento, nomeadamente, em violação dos princípios da tipicidade da lei e do critério democrático de decisão dos órgãos colegiais, e à norma sobre a cláusula residual atributiva de competência legislativa regional em matérias não identificadas na Constituição e no Estatuto, com fundamento na violação, entre outros, do princípio de reserva de Constituição.

“Sérias reservas de natureza político-institucional”

Finalmente, Belém fundamentou com base na violação da obrigação constitucional de invocação de lei habilitante e da subordinação dos regulamentos administrativos aos princípios da legalidade e da tipicidade da lei a norma constante da última parte do nº 1 do artigo 44º (atribuição de forma legislativa a normas regionais que regulamentem as leis dos órgãos de soberania).

Na sua comunicação ao país, o chefe de Estado anunciou que iria devolver o diploma à Assembleia da República, mas que além dos artigos identificados pelo TC outras normas lhe suscitavam “sérias reservas de natureza político-institucional”. “Trata-se, acima de tudo, da norma relativa à dissolução da Assembleia Legislativa dos Açores que, inovando em relação ao Estatuto em vigor e em relação ao Estatuto da Madeira, restringe o exercício das competências políticas do Presidente da República”, explicou Cavaco Silva, que considera que esta alteração põe “em causa o equilíbrio e a configuração de poderes do sistema político previsto na Constituição”.

Já a 12 de Setembro, em entrevista ao PÚBLICO, Cavaco Silva admitiu utilizar o veto político se as alterações ao Estatuto dos Açores não responderem às suas dúvidas e divergências sobre o equilíbrio de poderes entre os órgãos constitucionais.

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27 Oct 2008 17:54
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O centralismo lisboeta e o poder do presidente da RP é o gran problema de Portugal e o último refugallo do salazarismo. Só hai que ver os desiquilibrios crecentes no territorio da república e o insano xogo político portugués.

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Desde a autodeterminación para a (con)federación.

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http://oesi.cervantes.es/traduccion.jsp
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l'autonomia que ens cal
ÉS LA DE PORTUGAL


28 Oct 2008 01:35
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Bracarensis escribió:
O centralismo lisboeta e o poder do presidente da RP é o gran problema de Portugal e o último refugallo do salazarismo. Só hai que ver os desiquilibrios crecentes no territorio da república e o insano xogo político portugués.


Relacionas centralismo con desequilibrios territoriales???


28 Oct 2008 16:07
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En Portugal é clarísimo.

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28 Oct 2008 19:56
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Puede ser, sin embargo, España uno de los paises más descentralizados de Europa, sufre también desequilibrios territoriales por lo que no creo que estos se deben a tales sistemas de organizacion del estado, es más, suelen ser las zonas ricas las que piden descentralización, vease España o Italia


29 Oct 2008 00:30
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Concordo com Bracarensis. Dois países de longa tradição centralista como são a França e Portugal têm em comum uma coisa: a capital do Estado concentra a riqueza do país. Tanto Île-de-France como a Grande Lisboa têm um PIB que é o dobro da região mais rica. Em Espanha a diferença tem diminuído para 1,8 vezes com os fundos comunitários e os fundos de solidariedade regional.

Diferenças regionais há e haverá em todos os países a não ser que sejam mini-estados. Mesmo assim há diferenças dentro da mesma cidade... O que importa salientar é o facto de que tanto em Portugal como na França só há uma região rica: a região da capital. O resto apresenta níveis mais semelhantes entre as restantes regiões do que com a capital e as regiões mais ricas que não a capital não chegam o o fazem por pouco, à media do país.

Em Portugal quem pede a regionalização não são as regiões ricas, visto que não há, mas sim as pobres, nomeadamente a região Norte, que tem sofrido uma crise industrial muito forte com o encerramento de muitas indústrias do sector têxtil em zonas como o vale do Ave e, mais recentemente, do Cávado.

Isto fica esclarecido no seguinte blogue que já referi:

http://regioes.blogspot.com

No entanto, nos países descentralizados ou com algum tipo de descentralização, mesmo havendo diferenças, a riqueza está mais repartida como é o caso de Espanha, Alemanha, Bélgica e Itália. Não há uma única região rica, mas várias.


29 Oct 2008 01:41
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Nota 
No bloque que che indica NAT podes achar datos fiábeis sobre o desequilibrio regional, consecuencia do distinto tratamento orzamentario que en Portugal sucede entre a capital e a Galiza portuguesa (entre outros motivos históricos, xeográficos, etc.). As infraestruturas portuguesas son arcaicas fóra de Lisboa e rexión, agás as que contactan Lisboa con Madrid. O retraso nas infraestruturas que contactan a Galiza norte coa Sur e o vello reino de León con TRas-Os-Montes e as Beiras son deficientes.

Evidentemente as zonas costeiras históricamente adoitan ser máis ricas que as interiores, pois o mar ten sido históricamente a gran vía de comunicación e comercio. Pero aínda así hai zonas costeiras como Galiza que son pobres pola súa situación periférica extrema con respecto ao centro (neste caso Madrid). Na Galiza tamén estamos en masa por un estatuto de nación e somos unha rexión pobre dentro do contexto español. Non é, portanto, exacto dicir que son os territorios ricos os que peden máis poder proprio. É algo moi repetido polos centralistas en España, demagoxia para atraer as masas menos favorecidas a unha mensaxe anti-vasca e anti-catalana. Para mí é un lugar común dentro da habitual intoxicación propagandística e simbólica do máis retrógado de España. Nada ten a ver a riqueza co sentimento nacional nen con reclamar maior poder autonómico. Aí tes Galiza e Andalucía, por exemplo.

En Portugal, como ben che indica NAT, a situación é máis desiquilibrada porque non se aproveitaron os fondos europeos cunhas miras amplas de país. Xa se sabe que a clase dirixente lisboeta cadra coa canción: "Eles comem tudo, eles comem tudo e não deixam nada"

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Desde a autodeterminación para a (con)federación.

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l'autonomia que ens cal
ÉS LA DE PORTUGAL


29 Oct 2008 12:44
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Iberista
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Dudo mucho que la descentralizacion que pide Galicia sea del tipo reducción de fondos de compensación interterrtorial, otros aspectos son los culturales que no tienen nada que ver con el problema económico que estamos tratando.


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