Responder al tema  [ 70 mensajes ] 
Notas de prensa 
Autor Mensaje
Iberista
Avatar de Usuario

Registrado: 02 Jul 2007 11:18
Mensajes: 495
Ubicación: Córdoba
Nota Notas de prensa
António Edmundo, PRESIDENTE DA CÂMARA DE FIGUEIRA DE CASTELO RODRIGO

Portugal teria vantagem numa união Ibérica, como a preconizada por José Saramago?

Uma Ibéria traria mais vantagens para nós, que temos 10,5 milhões de habitantes. Mas as nossas oportunidades não valem só isso. Na aldeia global em que a cultura americana e o inglês se sobrepõem, o iberismo pode ser uma opção interessante. Teríamos vantagens em mercados como a China ou a América Latina.

Seríamos assimilados pelas autonomias regionais?

As muitas "Espanhas" que existem não estão assim tão distantes. Basta ver a Avenida da Liberdade, em Lisboa, quase toda na posse de espanhóis, ou o sector bancário. Muitos interesses específicos na nossa economia já estão na posse dos espanhóis. Mas nós também somos grandes consumidores de produtos espanhóis.

Como autarca de uma localidade de fronteira não receia que se perca a nossa identidade cultural?

Não, antes teria tendência a reforçar-se. As relações sociais entre os dois povos estão sedimentadas. Com Castilla y León temos mais afinidades do que eles com galegos ou catalães. Isso vê-se quando há um jogo entre uma equipa portuguesa e o Barcelona. Castilla está pelos portugueses. Nós somos mais atlânticos e mundiais, eles têm dificuldade em relacionar-se com outros povos. Mesmo aprender línguas é mais difícil para eles do que para nós.

A desertificação na raia não dá grande vantagem...

Lá não há cidades pequenas. É pior. Eles desenvolveram cidades médias, mas à volta o despovoamento é grande. Nós não queremos esse modelo, mas temos de criar condições para fixar população. Vamos criar um ninho de empresas, que permita a fixação de profissionais liberais. Ao contrário do que sucedia na minha geração, hoje os nossos jovens, que já conhecem o litoral, querem ficar aqui se tiverem condições de sustentabilidade.

Costuma ir a Espanha fazer compras?

Costumo ir a Espanha, mas não para fazer compras. Não é nenhuma espécie de nacionalismo, mas entendo que o IVA espanhol distorce a nossa competitividade. Em Lisboa, estes 5% de diferença no IVA não fazem muita diferença, mas aqui fazem. Em produtos como o gás, o tabaco e os produtos petrolíferos a diferença é grande e é entendível que as populações de fronteira procurem a optimização e comprem lá produtos em quantidade.

É um defensor dessa união ibérica?

Não diria tanto. Espanha é um Reino, que precisa de ter as autonomias sob a mesma Coroa Real. Nós somos uma República. Mas defendo um reforço da visão estratégica comum. Tenho 42 anos e não acredito que, na minha vida, veja uma união ibérica, mas estou convencido de que será acentuada a partilha de decisão. Trabalhando menos, eles têm mais produtividade que nós, maiores rendimentos e são dos povos com melhor qualidade de vida.

E isso deve-se a quê?

À descentralização administrativa. Os povos que a fizeram são economias de sucesso. Eles não precisam de ter um documento aprovado por três ou quatro entidades diferentes. Lá as autonomias resolvem os assuntos.|




Abstenção histórica marca vitória de Costa

"Todos somos precisos para fazer o que tem que ser feito"

Marques Mendes antecipa directas no PSD e prepara purga interna

Carmona só aceita acordos pontuais

Negrão inscreve-se no PSD

Roseta remete para Costa lugar em pelouro executivo

'Tenho grandes perplexidades"

"Venham bater-nos à porta"

Telmo Correia demite-se dos cargos no CDS e Portas entra em reflexão

A tentação iberista na história das duas nações



http://dn.sapo.pt/2007/07/16/nacional/o ... essan.html


18 Jul 2007 09:07
Perfil
Iberista
Avatar de Usuario

Registrado: 02 Jul 2007 11:18
Mensajes: 495
Ubicación: Córdoba
Nota 
Aljubarrota: uma batalha esquecida/perdida

O dia 14 de Agosto de 1385, data da batalha de Aljubarrota, devia ser o mais querido da nossa História. Mas não, parece ser o dia da nossa vergonha dos antepassados que ali se bateram, heroicamente, contra os castelhanos, que derrotaram, apesar da enorme desproporção de forças.

O rei espanhol, batendo em retirada, chorava por ter sido vencido por "aqueles chamorros", tosqueados, designação depreciativa dada aos portugueses pelos espanhóis.

A vitória não seria aceite de bom grado, porquanto só ao fim de 28 anos de guerras foi assinada a paz com Castela em 1411, fixando a linha de fronteira para jamais ser discutida, onde não existe obstáculo natural entre os dois países.

É caso para perguntar porque razão a revolução de 1383/1385 não tem sido tratada com a dignidade merecida, sendo certo que Fernão Lopes, na Crónica de D. João I, a ela se reportou encomiasticamente assim: "Desta guisa de que aveis ouvido, se levantaram os portugueses em outros lugares, sendo gran cisma e divisão antre os grandes e os pequenos. O qual ajuntamento dos pequenos povos, que se então assim juntavam, chamavam naquele tempo arraia-miúda".

O esquecimento da história em voga não explica o menosprezo do maior fausto da história de Portugal, credor da sua existência como pátria livre e independente. Existirá porventura um recalcamento do sentimento de culpa por termos quebrado o cordão umbilical que ligava os portugueses à Espanha. Na verdade foi um galego, D. Afonso Henriques, que rompendo com a mãe, D. Teresa, lança os fundamentos da nacionalidade, mas as relações entre os dois estados prosseguiram muito íntimas casando os reis da primeira dinastia com soberanas espanholas.

Com efeito D. Sancho I casa com D. Dulce, D. Afonso II com D. Urraca, D. Afonso III com D. Beatriz, D. Dinis com D. Isabel de Aragão, D. Afonso IV com D. Brites de Castela, D. Pedro com D. Constança e D. Inês de Castro e D. Fernando casa com D. Leonor Teles. Este último, sem descendência, dá origem à crise dinástica que faria eclodir a revolução de onde saiu a dinastia de Avis, que deu o reino ao fundador D. João I.

Grandes escritores portugueses escreveram em castelhano, como Gil Vicente, D. Francisco Manuel de Melo, Luís de Camões, ele próprio espanhol pela sua ascendência. Os maiores rios da península, Douro, Tejo e Guadiana correm de lá para cá, provocando uma dependência de que só agora se começa a tomar consciência da sua gravidade.

Finalmente, é bom lembrar a geração de 1870, com destaque para a figura de Antero, acérrimo defensor do iberismo, numa acepção de fusão dos dois povos, nunca de anexação. E, já no tempo presente, José Saramago, hoje em Espanha e casado com uma espanhola, fez a síntese do epifenómeno ao declarar que os nossos irmãos, olhando o mapa, sofriam de um complexo de amputação.

Tudo isto para chegar ao estado actual de domínio económico e financeiro, patenteado na luta dos nossos agricultores contra os produtos espanhóis, mais baratos porque subsidiados pelo governo, e pelo escândalo do Totta. Actualmente, não haverá nenhum Nuno Álvares Pereira que nos salve, pela simples razão de que ninguém quer ser salvo e porque poucos portugueses terão entendido a lição expressa nos castelos e nas muralhas ao longo da fronteira, assim se explicando que alguns já estejam à venda. Contudo, não morrendo a esperança, apetece terminar com a locução latina "qualis vita finis ita" (tal vida, tal morte)…

A. Baptista Candeias, Lisboa

http://da.campodosmedia.com/?link=opiniao&id=936


20 Jul 2007 12:22
Perfil
Iberista
Avatar de Usuario

Registrado: 02 Jul 2007 11:18
Mensajes: 495
Ubicación: Córdoba
Nota 
REPORTAJE: La unión de España y Portugal, a debate
Iberia, capital Lisboa
La mayoría de los portugueses cree imposible la profecía de Saramago de unión con España
MIGUEL MORA - Lisboa - 22/07/2007



El debate sobre una unión política entre España y Portugal viene de lejos, pero en pocas ocasiones lo ha planteado alguien con la talla y la proyección de un premio Nobel de Literatura. Las recientes declaraciones de José Saramago a un periódico lisboeta han destapado la caja de los truenos en el país vecino, al tiempo que han relanzado un debate que se remonta al periodo de unión de las dos coronas, entre 1580 y 1640. Utopías y posibilidades, anhelos unitarios y desconfianzas se entremezclan en unas relaciones que cambiaron de modo sustancial tras el ingreso de España y Portugal en la Unión Europea en 1986. Desde esa fecha, los lazos se estrecharon en un proceso de construcción europea.

España y Portugal son países hermanos, y la Santa Madre Iglesia no aprueba el matrimonio incestuoso. Esa frase histórica, que pronunció un canónigo luso en Braga con motivo de una visita de Alfonso XIII, sigue vigente. Los portugueses ya no odian ni miran a los españoles con el rencor y los prejuicios de otros tiempos ("De España ni buenos vientos ni buenos casamientos", dice el refrán) y, aunque su economía depende en gran medida del comercio con España y adoran ir a Zara o El Corte Inglés, antes muertos que renunciar a la patria y la bandera para convertirse en una comunidad autónoma y fundirse en un país de 55 millones de habitantes llamado Iberia.

El dinero ya ha instaurado la unión. El flujo comercial supone 24.000 millones de euros
"Eso es una boutade de Saramago", dice la hispanista Fernanda Abreu. El premio Nobel José Saramago rescató en una entrevista la idea de una futura unión de Portugal y España bajo un mismo país. "Me temo que han bajado las ventas de los libros del maestro", agrega riendo la escritora Inés Pedrosa. "Es una fantasía más de Saramago", remata Duarte Nuno de Bragança, heredero de la Corona portuguesa. "¿Otra vez estamos con eso? Yo creía que los Felipes habían muerto. La historia no permite eso. Es absurdo", concluye Carlos Días, un taxista lisboeta. Y añade: "Me gustan las ciudades españolas, las mujeres andaluzas y castellanas, adoro la paella, 2.500 euros por niño son un lujo, España está al frente de Europa y los portugueses estamos atrasados. Pero no renuncio a ser portugués. Nuestro cantinho (rinconcito) tiene que quedarse independiente".

Tampoco le parece buena idea la unión a Enrique Santos, gallego de origen, portugués de alma y boda y presidente de la Cámara de Comercio hispano lusa, la más activa de España. "No hace ninguna falta dar la lata, la economía ibérica funciona a pleno rendimiento". Santos tiene datos: "Hay 1.050 empresas españolas en Portugal, y 400 compañías lusas en España. El flujo comercial ibérico supone 24.000 millones de euros. España es el principal cliente de Portugal y su primer proveedor".

Como se ve, el dinero ya ha instaurado la unión. Y como dice el fadista Carlos do Carmo, "las cosas cambian muy deprisa, pero los sentimientos y las mentalidades van más despacio que el dinero". Lo cual no quiere decir que no haya portugueses españolistas. ¿O son apenas ibéricos? "Yo fui iberista de joven porque me interesó el iberismo del XIX, que era utópico, socialista y republicano", dice João Peñaranda, originario de Soria y uno de los grandes comisarios del arte contemporáneo portugués (e ibérico). "Ahora soy europeísta porque, entre otras cosas, Europa resuelve el iberismo".

"El sentimiento ibérico ha existido siempre, pero una unión es imposible. El pueblo portugués tiene un nacionalismo profundo y si España intentara integrarnos saldrían a la superficie todos los prejuicios antiespañoles", reflexiona João Soares, diputado socialista y ex alcalde de Lisboa. Para el hijo de Mário Soares, la identidad portuguesa se fraguó como un nacionalismo antiespañol, "que alimentó una lógica de hostilidad que se ha ido borrando con la democracia, la UE y a la España plural".

La idea de Saramago es sólo una más en una larga tradición de individuos pensantes de las dos orillas que vieron en la Península un único espacio físico y dos culturas complementarias. Los iberistas nunca fueron guerreros, fueron casi siempre gente pacífica y a veces un poco ácrata que creía más en la fraternidad y la solidaridad. Tipos, recuerda Soares, "como los anarquistas de la FAI de los años 20 y 30, los republicanos portugueses que ayudaron a huir a tantos republicanos españoles, los viriatos que se alistaron en el bando nacional, los brigadistas que lucharon por Azaña o el militar antisalazarista Enrique Galvão, que fundó el Directorio Revolucionario Ibérico de Liberación para luchar contra Franco en los años 60".

Hoy, en el siglo XXI y gracias a la única ideología rampante (el mercado libre), España y Portugal están, paradójicamente o no, más unidos que nunca. El dinero, las mercancías, los trabajadores, los turistas y las empresas fluyen sin cesar de acá para allá, y la utopía política parece haber perdido todo el sentido. Pero ha sido tanto tiempo de desprecio mutuo que la idea sigue excitando a las personas.

Nuestros vecinos alegan razones prácticas, nada viscerales, para seguir siendo un Estado libre. Tienen suficiente España. Sus jóvenes más pobres y dinámicos cruzan la raya para trabajar en España, sus hoteles reciben millones de turistas (1,1 millones de españoles durmieron en 2006 en Lisboa), que compran como fieras en sus tiendas. Muchos tienen novios, maridos, mujeres y trabajos españoles; sus hijos cada vez estudian más español (17.000 el curso último); los bebés del Alentejo nacen en Badajoz... "No hace falta más", dicen.


http://www.elpais.com/articulo/internac ... iint_1/Tes


23 Jul 2007 09:29
Perfil
Iberista
Avatar de Usuario

Registrado: 02 Jul 2007 11:18
Mensajes: 495
Ubicación: Córdoba
Nota 
http://www.lne.es/secciones/noticia.jsp ... scabellada


La integración de España y Portugal que plantea Saramago no es nada descabellada» «El viejo temor a Castilla está muy mitigado y ahora los portugueses ven el modelo español como algo a seguir»


FRANCISCO JOSÉ FARALDO PROFESOR Y FUNDADOR DE «ÁREA IBÉRICA» J. L. ARGÜELLES

Profesor del Instituto Español en Lisboa y fundador de la asociación asturiana «Área Ibérica», Francisco José Faraldo es un profundo conocedor de la realidad portuguesa. En esta entrevista analiza la propuesta del escritor luso y premio Nobel José Saramago, residente en Lanzarote, para la integración de los dos países ibéricos. Portugal se ha subido a ese debate.
-Saramago plantea que Portugal se convierta en la decimoctava comunidad autónoma española. ¿Es una vuelta de tuerca en las posiciones iberistas?

-Hay que tener en cuenta dos cuestiones, la figura de Saramago y la historia de las ideas iberistas. No me parece que haya nada nuevo, pero sí el marco en el que se produce ese planteamiento. El iberismo tiene su apogeo a mediados del siglo XIX. Hay figuras hoy olvidadas, pero muy interesantes, como Sinibaldo de Mas, que fue el primer embajador de España en China y escribió la obra «Memoria de la conveniencia de la integración legal y pacífica de Portugal y España». Las ideas de Saramago están ahí, en ese libro, donde se dan detalles de la posible bandera o el escudo. Desde las posiciones iberistas se han hecho incluso propuestas más avanzadas que las de Saramago, cuya novedad está, insisto, en el marco, por la cuestión económica.
-¿En qué sentido?

-Sus declaraciones se han leído, creo, mal. El aspecto cultural es el más problemático, porque Portugal no es Botswana. Tiene una identidad, y no hablo sólo de la lengua, fortísima, y un cuerpo cultural muy diferenciado, no miscible. Ahora bien, en el resto, yo y muchos más apoyamos una unión por abajo.
-¿Qué características tendría esa unión?

-Los centros de aproximación de los gobiernos de España y Portugal han fracasado estrepitosamente. ¿Qué puede facilitar las relaciones? La economía y los recursos comunes, como la energía. Pero el Mibel (Mercado Ibérico de la Electricidad), por ejemplo, está paralizado. No sólo eso, sino que las tarifas han subido. Lo mismo ocurre con el plan sobre el gas, es decir, que no se ha hecho nada. Todavía no se ha hecho un plan hidrológico común, hasta el punto de que todos los años mueren pescadores portugueses porque se abren los pantanos españoles sin avisar. O sea, que se vive de espaldas en aspectos fundamentales. Lo que hay es una invasión económica española que ha creado dos actitudes en los portugueses: un papanatismo integrador, con universitarios que van más allá que Saramago y dicen que la integración debe ser inmediata, sin negociación; y otra, en sentido contrario, de defensa. La primera avanza. La propuesta de Saramago está más elaborada.
-¿Es posible a medio o largo plazo?
-Yo la veo factible siempre que las aproximaciones se hagan por abajo, de asociación a asociación y de entidad a entidad. Los gobiernos han fracasado, pero cada vez hay más relación entre las personas.
-¿Existe ese debate en la sociedad portuguesa?

-Hay que hablar de Saramago, porque su figura funciona como la del buen traidor, de la estirpe de gente como Blanco White o Goytisolo, gente necesaria que ama a su país y por eso mismo critica lo que ve mal. Creo que hay una dosis alta de provocación en lo que dice y ha sido una manera de agitar las aguas en un país que se ha quedado en la terraza del café viendo pasar la vida. Es como si Europa se moviera, para bien o para mal, y Portugal fuera como la figura sentada de Pessoa a las puertas de A Brasileira. Hay una paralización total. Si hubiera una igualdad económica, a nadie se le ocurriría una propuesta como la de Saramago, pero la situación es caótica, de desastre total, al borde de la quiebra. Eso hace que se vea con otros ojos al vecino, en este caso España, más poderoso. El planteamiento de Saramago, con todos los matices que se quiera, no es nada descabellado.
-Hay quien afirma que es un planteamiento sin demasiado sentido en una Europa de moneda única y sin fronteras comerciales.
-Pero es un planteamiento que está ahí y que yo creo que surge de la desesperación, fruto de la situación portuguesa. Saramago ha arrojado la piedra al estanque y eso es algo necesario en un país con las aguas estancadas. Es una propuesta saludable.
-¿Qué similitudes y diferencias ve entre la idea de Saramago y otras del campo iberista, incluidas las de escritores como Unamuno o Torga?

-La situación política es muy distinta y yo creo que esas otras propuestas tenían más de retórica que otra cosa. En el marco europeo y, sobre todo, viendo cómo está territorializada España, la propuesta de Saramago tiene otra dimensión. Portugal es muy diferente de España, pero ¿lo es más que Euskadi, por ejemplo?
-Da la impresión de que la historia pesa en contra. Me refiero al viejo temor portugués a Castilla.

-Es un temor que, en estos momentos, veo muy mitigado. Es cierto que hay minorías muy nacionalistas, pero también amplios sectores sociales con cierto papanatismo español y una visión bastante acrítica de lo que es España. Sólo ven las grandes cifras y creen que aquí atamos los perros con longanizas. Ahora bien, para los portugueses el modelo a seguir ahora es España. Sólo pongo un ejemplo: las portuguesas cruzan la frontera para parir en España y eso sí es algo que toca la fibra nacional. El producto interior bruto (PIB) portugués está como el de Chipre y Croacia; el déficit es el más alto de Europa, así como el abandono escolar; hay un problema de formación serio y los cuadros han emigrado; el desempleo es el que más crece en la UE.
-¿A qué achaca esa crisis?

-En gran parte a que el empresariado ha seguido el título de la película de Woody Allen, toma el dinero y corre. La gestión de los recursos europeos ha sido desastrosa y no se han hecho inversiones para modernizar la industria. Ya no son competitivos y lo que hacen es cerrar. A eso se añade la gestión política, también desastrosa, con gente que abandona el barco, como Durão Barroso. Ahora intentan recuperarse cargándose el sector público: los funcionarios se han convertido en el enemigo número uno. Dicho esto, aclarar que en Portugal el iberismo tiene connotaciones negativas.
-¿Por qué cree que las manifestaciones de Saramago no son descabelladas?

-Hay que fijarse en los términos que utiliza en la entrevista y no quedarse sólo con los titulares. Por ejemplo, es cierto que Portugal ha perdido su autoestima y que debe hacer un esfuerzo gigantesco, porque, entre otras cosas, tiene una cultura impresionante.
-Entre quienes ven poco factible la integración ibérica hay quien señala el peso del pasado. Hablamos de dos países que libraron una fuerte competencia por sus posiciones imperiales.

-Propuestas de este tipo se han hecho siempre, como se ve por los numerosas publicaciones de mediados del siglo XIX. El asunto nuevo es el marco español, multinacional y con un régimen autonómico. Dicho esto, habrá poco que hacer mientras los gobiernos no se pongan de acuerdo en lo mínimo, que son los recursos comunes. Todo eso funciona a través de las cumbres iberistas, de las que nunca sale nada. He hecho un seguimiento y nunca hay manera de conocer las conclusiones, lo concreto. En el último encuentro se reunieron en Badajoz 220 personas, incluidos trece ministros españoles y ocho portugueses; paralizaron la ciudad. Bueno, pues estoy esperando que se diga algo. Asociaciones como la nuestra trabajan por abajo, de forma modesta.
-¿Hay muchas entidades de ese tipo en España?

-En Extremadura, Galicia y algo Andalucía; en el resto, poco.
-Tengo la impresión de que los intercambios culturales han ido a menos en los últimos años.

-Se ha reducido el programa de enseñanza, así como el número de profesores en las zonas españolas donde hay población portuguesa.
-¿Qué aporta el debate abierto por Saramago?

-Creo que juega un papel muy similar al que tuvieron intelectuales como Sartre tras la II Guerra Mundial. Es estupendo que haya ese debate y la propuesta no me parece, por la situación que vive Portugal, inviable.


¿Por cierto alguien conoce la obra de Sinibaldo de Mas, a la que hace referencia y los apuntes que daba para bandera y escudo?


25 Jul 2007 09:02
Perfil
Iberista
Avatar de Usuario

Registrado: 02 Jul 2007 11:18
Mensajes: 495
Ubicación: Córdoba
Nota 
Esta es un poco antigua, de diciembre del pasado año, pero no me resisto a ponerla porque tiene su gracia. Trata de la última cumbre hispano-lusa, en Badajoz.

http://popnox.blogspot.com/2006/12/crni ... intil.html

Crónica de una cumbre inútil


FRANCISCO JOSÉ FARALDO
En la maravillosa Extremadura de La Vera y El Jerte, de Cáceres y Monfragüe hay también -qué le vamos a hacer- una ciudad desastrada que se llama Badajoz. Hace unos días sufrió una transformación radical. El espacio aéreo fue cerrado al tráfico comercial, en los tejados había siluetas cenicientas portadoras de fusiles telescópicos, por la plaza alta cabalgaban jinetes uniformados y numerosos funcionarios municipales regaban las calles con mangueras o se encaramaban en andamios -sin casco, eso sí- para tapar con lonas las vergüenzas de los edificios deteriorados. Los hoteles habían instalado detectores de metales y a los huéspedes más rústicos se les invitaba a dejar en recepción las navajas de Don Benito, aunque ellos alegasen que sólo las utilizaban para cortar el queso.

No había duda de que algún evento memorable se aproximaba. El viernes 24 de noviembre, por tierra y aire, llegaron las comitivas a la ciudad recién lavada. Del Este venían los anfitriones: nueve ministros encabezados por el presidente del Gobierno y seguidos por una cohorte de subsecretarios y directores generales. Del Oeste, sus análogos portugueses, con el «premier» a la cabeza. Eran en total más de 200 personas, entre ellas 18 ministros, que por vigésima segunda vez se reunían en una Cumbre Ibérica para tratar los asuntos comunes. Chocaba un poco tal despliegue; si las cosas entre los dos países iban tan bien como los responsables habían repetido hasta la saciedad, ¿no eran excesivos la logística y el alarde mediático desplegados? También Francia y España son vecinos, pero cuando franceses y españoles se reúnen, despachan todo con gran discreción en unas pocas horas a pesar de la gravedad de los temas que suelen llevar en la agenda. Las excelencias del jamón extremeño no bastaban para justificar semejantes movimientos de población. ¿A qué, pues, se debía tanta parafernalia? Asimismo, llamaba la atención la ausencia de los dos ministros de Fomento. Se suponía que el tren de Alta Velocidad entre los dos países era uno de los puntos fuertes de la cumbre, así que no se entendía que faltasen los responsables de los departamentos destinados a desarrollar el proyecto.

La cumbre empezó mal. Más de mil manifestantes aguardaban bajo la lluvia para protestar contra la instalación de una refinería al lado de Villafranca de los Barros. Rodríguez Ibarra había intentado que la manifestación se prohibiese o se cambiase de lugar, pero la autorización judicial dio lugar a que junto a las imágenes de la ceremonia inaugural se colasen las de los manifestantes enarbolando pancartas nada amables para los gobiernos autónomo y central. Sin desanimarse, los doscientos y pico desplazados que en pro del entendimiento ibérico habían sacrificado un fin de semana en familia, se pusieron a trabajar a partir de ese momento.

Por desgracia los resultados no se corresponden con la magnitud de los medios desplegados. Adentrémonos en el habitual mar de siglas para intentar comprender algo.

Empecemos con el TGV (Tren de Gran Velocidad). Se anunció que comenzaría a circular en 2007. A fecha de hoy no se ha removido un solo metro cuadrado para su construcción. En la cumbre el asunto se despachó anunciando su aplazamiento para 2013. En la declaración final se anuncia que después de arduas deliberaciones, la estación fronteriza de Badajoz será gestionada conjuntamente y así se podrán recabar fondos europeos del Interreg. Astutos.

El MIBEL significa Mercado Ibérico de la Electricidad. Según los españoles, ya funciona desde junio, aunque los portugueses no parecen estar muy de acuerdo. La fecha fijada en principio para su inicio era 2002. De momento, las tarifas no sólo no han bajado en ninguno de los dos países, sino que en Portugal subirán un 12 por ciento el próximo año. El único compromiso salido de la cumbre es que España pasa a comprar el 10% de su energía eléctrica en la bolsa común en vez del 5% anterior. Los consumidores, al saberlo, se estremecen de gozo.
El MIBGAS es un invento análogo al de la electricidad, pero aplicado al gas. En vista del éxito de su hermano mayor ya raramente se le menciona. En esta cumbre se ha aludido a él de pasada y sin ningún acuerdo concreto.
El Laboratorio de Nanotecnología se situará en Braga. En la cumbre anterior se había acordado su creación. Tras un año de reflexión se decide la sede. Es de esperar que en el próximo se consensúe dónde se compran las papeleras. El caso es agotar los tiempos de la publicidad.

Los ministros de Defensa, que tienen que justificar de algún modo su presencia, afirman que se constituirá un Consejo de Seguridad entre ambos países que sustituirá al Consejo de Estados Mayores hasta ahora existente, con lo cual respiramos aliviados porque el fantasma de la guerra se aleja.
Y así sucesivamente, hasta llegar al único acuerdo que puede justificar el montaje de este gran circo en el que se han convertido las relaciones ibéricas: en caso de incendio, los bomberos españoles y portugueses se podrán adentrar 15 kilómetros en territorio fronterizo sin ser bombardeados, en vez de los cinco actuales, para colaborar en los trabajos de extinción.
Es preocupante esta tendencia a convertir la política en espectáculo. Mientras se celebraba la cumbre, a menos de 200 kilómetros, las descargas de los embalses españoles, incumpliendo convenios anteriores, inundaban poblaciones ribereñas portuguesas y ponían en peligro las vidas de los vecinos. Este mismo año, los retrasos en las descargas, que se hacen siempre en el último momento para evitar pérdidas a las compañías eléctricas, produjeron un descenso en la calidad de las aguas que llegaron al Alentejo totalmente contaminadas. Pese a la retórica de la hermandad ibérica, las relaciones entre los dos países abundan en asuntos sin resolver. El aprovechamiento compartido de los recursos comunes debería ser el primero y nunca se ha abordado con la suficiente seriedad; por lo visto no es lo suficientemente rentable como para merecer una cumbre monográfica que dé respuesta de una vez por todas a las demandas de las poblaciones.

Por lo menos, Badajoz ha recibido un buen manguerazo. Pero una vez más, la montaña parió un ratón. Sería bueno que, en vez de continuar matando mosquitos a cañonazos los gobiernos hicieran un esfuerzo para conectar con la realidad, se bajaran de la cumbre o de la higuera, y comprendieran que en el siglo XXI montajes como el de Badajoz están fuera de lugar, no sirven a los ciudadanos y contribuyen al descrédito de la política.


Francisco José Faraldo es coordinador de Área Ibérica.



31 Ago 2007 12:20
Perfil
Iberista
Avatar de Usuario

Registrado: 02 Jul 2007 11:18
Mensajes: 495
Ubicación: Córdoba
Nota CLH propondrá a Portugal la creación de una red ibérica de o
El presidente de CLH, José Luis López de Silanes, presentó ayer el Plan Estratégico de la compañía para el periodo 2007-2011, que prevé unas inversiones récord de 734 millones de euros y, por primera vez, la expansión internacional de la compañía.
Uno de los objetivos es conectar la red de CLH de nuestro país -«cuyo sistema logístico es de los más eficientes del mundo»- con la de Portugal y crear una red ibérica de oleoductos. López de Silanes subrayó sobre este proyecto que «estamos aún en el principio de los tiempos».
La rueda de prensa se celebró en la sede de CLH en la calle de Méndez Álvaro, complejo que será derribado en las próximas semanas para acoger la nueva sede de Repsol YPF.
Sobre la posibilidad de que esa petrolera venda su 10% de CLH. Silanes dijo que «Repsol YPF es más importante para nosotros como cliente que como accionista».
El presidente de CLH descartó cualquier problema con la financiación de las inversiones previstas en el plan. «Tenemos créditos del ICO y del BEI; es una financiación excelente». La mayor parte de las inversiones se destinarán a duplicar varios tramos de la red de oleoductos.


http://www.abc.es/20070921/economia-emp ... 10254.html


21 Sep 2007 08:48
Perfil
Nota 
Aquí incluyo un articulo de opinión publicado hoy en el Diario de Noticias de Portugal.
NO todo va a ser escudos, banderas y capitalidad, verdad?
Ibeolf, espero ansioso tu comentario...




http://dn.sapo.pt/2007/11/05/opiniao/el ... spanh.html :wink:


05 Nov 2007 23:10
Avatar de Usuario

Registrado: 03 Nov 2007 17:58
Mensajes: 190
Ubicación: Iberia, nación de guerrilleros.
Nota 
¿Qué quieres que te diga? :D

_________________
Imagen


06 Nov 2007 01:50
Perfil
Nota 
El Rey de España manda callar al presidente venezolano Chávez
Artículo curioso hoy en el diario luso Publico




http://ultimahora.publico.clix.pt/notic ... id=1310279


10 Nov 2007 18:39
Iberista
Avatar de Usuario

Registrado: 20 Nov 2007 17:10
Mensajes: 715
Ubicación: Castilla, España, IBERIA
Nota 
Por Santiago Petschen, catedrático de Relaciones Internacionales en la Universidad Complutense de Madrid :

Las relaciones históricas de España y Portugal están caracterizadas por fuertes contrastes. Por una parte, junto a la cercanía geográfica (ámbito peninsular, larga frontera común, cruce de grandes ríos, similar base rural) se ha dado un fuerte paralelismo social y político. Debido a ello, Teófilo Braga, ya en el siglo XIX, no pudo menos que describir el caminar conjunto de España y Portugal como parte da orden natural das coisas. Por otra, se han establecido entre los dos países enormes distancias que han llegado hasta nuestros días.

Hace unos cuantos años, las inversiones españolas en Portugal y las portuguesas en España eran escasísimas. Las españolas eran superadas incluso por las belgas, las suecas y las japonesas. Y entre los productos importados de cierta entidad, sólo figuraba el de la leche, por ser necesaria en el área metropolitana de Lisboa. Ahora, España exporta más a Portugal que a toda América.

El orden natural al que llevaba la geografía fue distorsionado por la geopolítica. El fuerte control de Gran Bretaña sobre Portugal y su comercio, y la existencia del imperio colonial del país vecino -condicionamientos relacionados entre sí-, causaban entre ambos países un notable alejamiento. Pero cuando, en determinado momento histórico, el influjo inglés descendió debido a las hostilidades entre británicos y portugueses en Suráfrica, y las relaciones quedaron enmarcadas por su cauce espontáneo, el iberismo empezó a florecer como creación portuguesa influyente en España.

Un poeta como Antero de Quental derrochó entusiasmo e ingenio al cantar las grandes creaciones de lo que él llamó la raza ibérica: su espíritu de independencia, su oposición al dominio romano, su capacidad de liberarse del yugo feudal, la realización de grandes epopeyas oceánicas. Y en un orden negativo, para Quental, tanto los españoles como los portugueses se vieron atrapados por un mismo espíritu de injusticia: la ambición de la colonización.

El iberismo desarrollado en Portugal originó también un pensamiento político. Teófilo Braga estableció un plan concreto de Federación Ibérica en cuya construcción España debería aceptar importantes condiciones: organizarse como República, dividirse en territorios autónomos formando una federación, admitir en dicha federación a Portugal que sería así la mayor y más fuerte unidad del conjunto, establecer en Lisboa la capital de la Federación Ibérica.

Semejante idealismo no podía menos que tener su incidencia en Cataluña. El poeta Joan Maragall, en un artículo publicado en 1906 en el Diario de Barcelona, dijo que la naturaleza ibérica, por su suelo, por su cielo y por su gente, parecía la tierra prometida para concretar el ideal de un nuevo federalismo, no ya político sino también humano en el sentido más profundo de la palabra. Tiempo después, el periodista Gaziel escribió en 1963: “Pocas veces la insensatez humana habrá establecido una división más falsa. Ni la geografía, ni la etnografía ni la economía justifican esta brutal mutilación de un territorio único”. Y concretó la dimensión política de su pensamiento introduciendo a Cataluña en el quehacer del acercamiento peninsular.

Entrados los dos países en la Unión Europea, la geopolítica no sólo ha dejado de obstaculizar el acercamiento mutuo sino que lo impulsa positivamente. Gaziel acertó en su visión determinante de la Historia: “No serán las voluntades de los hombres sino las leyes de la Historia las que alterarán la actual estructura de la Península Ibérica”. Afirmación que se concreta en esta otra: “La mejor forma de producirse esa evolución será dentro de una Europa unida”.

Ésta es la situación que afrontamos ahora. En el momento de la Unión Europea en el que los Estados parecen mostrarse menos solidarios que otras veces, es necesario que se produzcan acercamientos geográficamente parciales que podrían preparar una cooperación reforzada en todo el conjunto de la vieja Europa. Si no es así, en la Unión Europea de los 27 difícilmente se podrá conseguir la profundización política. El acercamiento añade, además de la económica, otras numerosas perspectivas de relación.

Las lenguas, al margen de lo político y de lo económico, tienen unas reglas de difusión que se apoyan en sus propias estructuras. Debido a la naturaleza lingüística del castellano, los erasmus portugueses que llegan a la Universidad española entienden la lengua desde el primer día, sin haberla estudiado nunca. Al cabo de tres semanas hablan portuñol. Y al final de curso, algunos comenten menos faltas de ortografía que los españoles más rezagados. Portugal -en contrapartida a la facilidad de dejarse penetrar por el castellano- halla su gran campo de influjo en Galicia. Los complejos del pasado fueron superados. Y en el marco de la Unión Europea y en el de las relaciones transfronterizas, el acercamiento de Portugal a Galicia y el de Galicia a Portugal es cada vez más sólido y profundo.

La división de España en comunidades autónomas inclinó recelosamente al ciudadano portugués a votar mayoritariamente que no en el referéndum de la regionalización portuguesa. Las partes de un Portugal fraccionado caerían más fácilmente en manos de las fracciones españolas situadas al otro lado de la frontera.

Hace algunos años, tras una ponencia que leí en el Instituto de Defensa Nacional de Lisboa, en un portugués macarrónico, dialogué con los militares sobre las relaciones entre los españoles y los portugueses, y surgieron algunas quejas. Entonces pregunté: ¿están ustedes mal con los gallegos? La respuesta inmediata fue: ¡Nooo! ¿Están mal con los andaluces? Tampoco. ¿Mal con los catalanes? De ninguna manera. ¿Mal con los vascos? En absoluto. Y así seguí: los extremeños, los aragoneses, incluso los manchegos y los madrileños. Para todos los mencionados mostraron los dialogantes su simpatía. Sólo apareció un cliché, resquicio de irreductibilidad, el de los castellanos viejos. Entonces les dije: no tienen ustedes nada que temer. Portugal y Castilla La Vieja cuentan con parecido número de kilómetros cuadrados. Pero sobre la misma extensión se encuentran, en Portugal, diez millones de habitantes, y en Castilla La Vieja, sólo algo más de dos millones. La estadística, tan favorable a Portugal, produjo en el auditorio desconocedor del dato una sorpresa. Se disipó con ello una percepción errónea.

Ya dijo Jean Monnet que las dificultades entre los pueblos suelen ser muchas veces artificiales. En aquel coloquio, el iberismo utópico de Teófilo Braga había sido traducido a un pragmatismo más modesto pero más eficaz. Así son muchas de las relaciones existentes hoy entre los españoles y los portugueses, que, como atestigua una encuesta reciente, van dejando paso a una relación bastante más fluida.

_________________
"Vivo tan por encima de mis posibilidades económicas que, por decirlo así, vivimos aparte"

Imagen
Imagen


21 Nov 2007 17:09
Perfil
Iberista
Avatar de Usuario

Registrado: 10 Sep 2007 18:29
Mensajes: 1834
Nota 
Gondor escribió:
Debido a la naturaleza lingüística del castellano, los erasmus portugueses que llegan a la Universidad española entienden la lengua desde el primer día, sin haberla estudiado nunca. Al cabo de tres semanas hablan portuñol. Y al final de curso, algunos comenten menos faltas de ortografía que los españoles más rezagados. Portugal -en contrapartida a la facilidad de dejarse penetrar por el castellano- halla su gran campo de influjo en Galicia. Los complejos del pasado fueron superados.



Portugal deixa-se penetrar totalmente pelo castelhano! E, como contra-partida, obtém uma inflência mínima (o sublinhado é meu) na Galiza!

Grande negócio este!

É isto que tem de ser mudado nos dois países! A meu ver!

_________________
"Todos os seres vivos tremem diante da violência. Todos temem a morte, todos amam a vida.
Projeta-te a ti mesmo em todas as criaturas. Então, a quem poderás ferir? Que mal poderás fazer?" Buda


21 Nov 2007 20:49
Perfil
Iberista
Avatar de Usuario

Registrado: 06 Nov 2007 11:00
Mensajes: 630
Nota 
Alexandre escribió:
Gondor escribió:
Debido a la naturaleza lingüística del castellano, los erasmus portugueses que llegan a la Universidad española entienden la lengua desde el primer día, sin haberla estudiado nunca. Al cabo de tres semanas hablan portuñol. Y al final de curso, algunos comenten menos faltas de ortografía que los españoles más rezagados. Portugal -en contrapartida a la facilidad de dejarse penetrar por el castellano- halla su gran campo de influjo en Galicia. Los complejos del pasado fueron superados.



Portugal deixa-se penetrar totalmente pelo castelhano! E, como contra-partida, obtém uma inflência mínima (o sublinhado é meu) na Galiza!

Grande negócio este!

É isto que tem de ser mudado nos dois países! A meu ver!


Nos dejamos penetrar por el ingles y nos quejamos del castellano, la lengua mayoritaria de la peninsula ibérica... que aunque intentemos negarlo, seria el nexo de unión y la lengua que uniria a la mayoria de los iberos, que ojo, ¡que no estoy hablando de poner al portugues como un idioma secundario! si no que el castellano sea un idioma secundario, al igual que en las comunidades españoles monolingues se pueda enseñar portugues.


21 Nov 2007 22:43
Perfil
Iberista
Avatar de Usuario

Registrado: 10 Sep 2007 18:29
Mensajes: 1834
Nota 
Turdetano escribió:
Nos dejamos penetrar por el ingles y nos quejamos del castellano, la lengua mayoritaria de la peninsula ibérica... que aunque intentemos negarlo, seria el nexo de unión y la lengua que uniria a la mayoria de los iberos, que ojo, ¡que no estoy hablando de poner al portugues como un idioma secundario! si no que el castellano sea un idioma secundario, al igual que en las comunidades españoles monolingues se pueda enseñar portugues.




O problema não são as línguas, mas sim o que elas representam!

Nós temos influência da cultura anglo-saxónica mas, como povo, consideramo-los fora do nosso mundo cultural! Pouco nos dizem!

Agora a relação entre o português e o castelhano tem de ser vista numa perspectiva histórica do que essas línguas significam em cada um dos países!

Aí o português não significa nada! É o "polaco", a língua falada com a toalha na boca, etc.!
Nós aqui, apesar de entendermos perfeitamente o castelhano, pois é facílimo, temos, e ainda teremos durante uns tempos, a ideia que é uma língua de domínio!
São marcas que a história teima em apagar! Depende dos portugueses mudar isso, claro! Mas muito está também nas vossas mãos!

_________________
"Todos os seres vivos tremem diante da violência. Todos temem a morte, todos amam a vida.
Projeta-te a ti mesmo em todas as criaturas. Então, a quem poderás ferir? Que mal poderás fazer?" Buda


21 Nov 2007 22:55
Perfil
Iberista
Avatar de Usuario

Registrado: 18 Jul 2007 19:55
Mensajes: 925
Ubicación: Valencia (País Valenciano) // Teruel (Aragón) [[IBERIA]]
Nota 
Alexandre escribió:
Aí o português não significa nada! É o "polaco", a língua falada com a toalha na boca, etc.!
Nós aqui, apesar de entendermos perfeitamente o castelhano, pois é facílimo, temos, e ainda teremos durante uns tempos, a ideia que é uma língua de domínio!


Discrepo en estos dos puntos:
- Los "polacos", al menos aquí, son los catalanes (no recuerdo porque). Y no es nada despectivo, aunque algunos lo intenten usar como tal, sino algo humorístico.
- Los españoles entendemos portugués, y lo pude comprobar personalmente cuando fui a Lisboa en Abril.


21 Nov 2007 23:29
Perfil
Iberista
Avatar de Usuario

Registrado: 10 Sep 2007 18:29
Mensajes: 1834
Nota 
TU endentes português, Liech!

Não podes falar por 44 milhões de espanhóis!

Eu já falei com vários que não entendem nada, ou dizem não entender!
Ainda hoje falei com um que dizia não entender nada! E eram coisas breves (umas 3 frases) e simples!

E quanto àquilo da "toalha na boca", pelo menos isso, já ouvir portugueses a dizerem que o tinham ouvido de espanhóis! Mas não o posso comprovar!

_________________
"Todos os seres vivos tremem diante da violência. Todos temem a morte, todos amam a vida.
Projeta-te a ti mesmo em todas as criaturas. Então, a quem poderás ferir? Que mal poderás fazer?" Buda


21 Nov 2007 23:37
Perfil
Moderador

Registrado: 27 Jun 2007 16:10
Mensajes: 1536
Ubicación: Iberistas.com
Nota 
http://www.elpais.com/articulo/cultura/ ... cul_12/Tes

Günter Grass se une a Saramago y aboga por un Estado ibérico federal
El premio Nobel de Literatura cree que un Estado integrado por España y Portugal tendría mayor peso en Europa

EFE - Madrid - 22/11/2007


El escritor alemán Günter Grass, premio Nobel de Literatura, cree que un hipotético Estado ibérico federal integrado por España y Portugal tendría mayor peso en Europa, en una entrevista que publica hoy el semanario Expresso. "Tal vez no sea realizable, pero debería pensarse en ello", señaló el autor de El tambor de hojalata.


Grass se refirió así al comentario de hace meses del premio Nobel de Literatura luso José Saramago de una posible integración de España y Portugal para crear un estado ibérico. Sostuvo que la propuesta del escritor portugués es interesante y que le gusta la actitud de Saramago de decir cosas que pueden resultar incómodas.

Por otro lado, apuntó que Europa no sobrevivirá sin inmigración y que este continente no puede convertirse en una fortaleza. "No debería tenerse tanto miedo de eso: todas las grandes culturas surgieron a partir de formas de mestizaje", apuntó el escritor.

Grass dijo en ese sentido que la península Ibérica es una buena muestra, al tratarse de un espacio geográfico "donde la influencia de la cultura morisca generó cosas grandiosas". "El romance picaresco, que me inspira, es un producto típico del mestizaje", destacó.

Sobre su pasado como miembro de las SS nazis, reconoció que durante su adolescencia no se preguntó sobre el sentido de pertenecer a esa organización y que los ataques que recibió en ese sentido en Alemania llegaron desde medios de comunicación con líneas editoriales opuestas a su posicionamiento de izquierda.


22 Nov 2007 20:30
Perfil
Iberista
Avatar de Usuario

Registrado: 20 Nov 2007 17:10
Mensajes: 715
Ubicación: Castilla, España, IBERIA
Nota 
El AVE Lisboa-Madrid, en 2013?

Artículo en el Diario Expresso


http://expresso.clix.pt/gen.pl?p=storie ... ies/174260

_________________
"Vivo tan por encima de mis posibilidades económicas que, por decirlo así, vivimos aparte"

Imagen
Imagen


26 Nov 2007 19:30
Perfil
Iberista
Avatar de Usuario

Registrado: 03 Oct 2007 17:25
Mensajes: 1853
Nota 
E Lisboa-Porto-Vigo-Santiago-A Coruña-Ferrol para cando?


26 Nov 2007 20:38
Perfil
Iberista
Avatar de Usuario

Registrado: 20 Nov 2007 17:10
Mensajes: 715
Ubicación: Castilla, España, IBERIA
Nota 
Navegando por internet me encontré con esto:


http://www.galizacig.com/actualidade/20 ... gitado.htm

_________________
"Vivo tan por encima de mis posibilidades económicas que, por decirlo así, vivimos aparte"

Imagen
Imagen


10 Dic 2007 22:13
Perfil
Iberista
Avatar de Usuario

Registrado: 06 Nov 2007 11:00
Mensajes: 630
Nota 
Gondor escribió:
Navegando por internet me encontré con esto:


http://www.galizacig.com/actualidade/20 ... gitado.htm


Del CIG ni mas ni menos... este sindicato es afin a NOS-UP y demas peña, ¿no?


10 Dic 2007 22:26
Perfil
Iberista
Avatar de Usuario

Registrado: 03 Oct 2007 17:25
Mensajes: 1853
Nota 
A CIG (Confederación Intersindical Galega) afín ao BNG (Bloque Nacionalista Galego)


10 Dic 2007 22:46
Perfil
Administrador
Avatar de Usuario

Registrado: 04 Nov 2007 01:49
Mensajes: 3647
Ubicación: La Línea de la Concepción (Cadíz, Andalucía, IBERIA)
Nota 
Por cierto, otro apoyo de un hombre de la cultura al iberismo:

Antonio Gala apoya la unión de España y Portugal en Iberia, según lo dicho en un artículo del diario digital Diario Ibérico (www.diarioiberico.com), basandose en un artículo escrito por el escritor en su columna del diario español El Mundo.

Imagen

Aquí esta la noticia de Diario Ibérico:

El escritor Antonio Gala aboga en un artículo que publica en el diario El Mundo, titulado "Una ilusión histórica", por una federación entre Portugal y España. Dice Gala: "Una ilusión a la que no renuncio: la Península Ibérica como Estado único, una federación unida de España y Portugal. Formando parte del gran quinteto europeo, siendo el país más grande de la Unión. Todo depende de transformar el complejo de superioridad español en una comprensiva actitud fraternal, y la sospechosa actitud de temor portuguesa en una confiada ilusión".

Y añade: "El futuro no será nunca como el pasado, lo queramos o no: procuremos que nos mejore a todos, que nos empareje, que nos enseñe a avanzar mano con mano. Los vanos temores del Portugal atlántico y africano con las espaldas hacia España; los vanos alardes injustificados de España con Portugal que comienzan en Galicia y Extremadura... No se trata de una unión ensoñada, sino real y viva. Lo contrario de los tristes nacionalismos".


Se puede ver en el siguiente link: http://www.diarioiberico.com/actualidad ... 17545.html

PD: Si alguien encuentra el artículo de Antonio Gala de su columna de El Mundo, que la coloque en este tema.

_________________
Imagen
¡VIVA IBERIA! Futura unión de España, Portugal, Andorra, Gibraltar, Rosellón e Iparralde.
¡VIVA LOS SAHARA, RIF, ESCOCIA, IRLANDA, PALESTINA Y KURDISTÁN LIBRES E INDEPENDIENTES!


11 Dic 2007 00:46
Perfil
Iberista
Avatar de Usuario

Registrado: 29 Jul 2007 00:23
Mensajes: 319
Ubicación: Lisboa
Nota 
Gondor escribió:
El AVE Lisboa-Madrid, en 2013?

Artículo en el Diario Expresso


http://expresso.clix.pt/gen.pl?p=storie ... ies/174260


Meu caro Gondor, as coisas em Portugal, tantas das vezes, andam devagar, devagaaaar...


11 Dic 2007 01:01
Perfil
Iberista

Registrado: 30 Nov 2007 21:20
Mensajes: 2141
Nota 
Conheço a questão do TGV/AVE porque estou a viver no Alentejo e essa é uma questão 'quente' na actualidade.

O outro dia veio o Zapatero iniciar as obras do troço Badajoz-Montijo do TGV espanhol, mas ainda não se decidiu a futura ubicação da estação que será Elvas-Badajoz (ou Badajoz-Elvas), que tem de ser consensuada entre os governos português e espanhol. A ideia é que fique na mesma fronteira, por forma a ser realmente uma estação transfronteiriça, na zona do Caia, onde se está a desenvolver a futura Plataforma Logística do Caia comparticipada por Espanha e Portugal. Será também o lugar onde se juntem as duas linhas: Lisboa-Caia e Sines-Caia, a segunda de uso exclusivo para mercadorias. Pelo que sei, na portaria do governo os terrenos por onde tem de transcurrir o TGV têm sido fixados no Diário da República com o intuito de proibir futuras modificações nesses prédios rústicos. O início das obras em Portugal, segundo o que li, poderia dar-se antes de finalizar o 1º semestre de 2008 para o troço entre a fronteira e o Poceirão, visto que o troço entre o Poceirão e Lisboa fica pendente da decissão sobre o futuro aeroporto de Lisboa e a terceira ponte sobre o Tejo, que poderia ser a ponte Barreiro-Chelas. Isso vai depender se o aeroporto ficar no Alcochete, opção agora com mais possibilidades, se vai ser Portela +1 ou o raio de aeroporto que seja, já que a Ota parece descartada. E o TGV teria uma estação no aeroporto.

Luís Filipe. Entendo o teu pessimismo, mas nem sempre está justificado. O metro do Porto desde a cidade até o aeroporto ficou concluído num só ano desde a aprovação do projecto. Os portugueses quando querem(os) podem(os) ser muito rápidos. Olha só: a A-25 no troço entre Vilar Formoso e a Guarda (ligação nó A-23) ficou concluída para a Eurocopa 2004. Espanha ainda está a fazer o troço da A-62 entre Ciudad Rodrigo e Fuentes de Oñoro e a variante entre Fuentes de Oñoro e Vilar Formoso ainda não começou. Ou seja, chega-se a Portugal e há uma magnífica auto-estrada gratuita (milagre!) enquanto Espanha ainda tem uma estrada normal muito transitada. E por não falar da auto-estrada do Algarve, que ligou finalmente as duas margens do Guadiana em 1992 mas Espanha não fez os seus km. de auto-estrada até 2001. E a A-24 já chega até a fronteira de Vila Verde da Raia com a Galiza, faltando entretanto o troço entre a fronteira e o nó da A-52 (Auto-estrada das Rias Baixas).

Conheço bem o mundo transfronteiriço porque viajo por esses lados e Portugal não está assim tão mal. Palavra!

Por outro lado e para finalizar porque já estou a dar maçada, a data de 2013 é uma data que pode ser totalmente real visto que é o momento em que acaba o período 2007-2013 dos fundos comunitários. Para além dessa data será muito difícil angariar fundos europeus porque tanto o Alentejo como a Extremadura terão ultrapassado o nível do 75% da média comunitária relativamente ao PIB (Em 2004 o Alentejo tinha um nível de 72% do PIB comunitário e a Extremadura um 67% segundo os dados do Eurostat, ou seja, o Alentejo, mais rico do que a Extremadura!). Terão que despachar-se ou então perdem os fundos que já se conseguiram para o troço Évora-Caia-Mérida.

Bem. Não quero fazer figura de sabichão, mas estes temas interessam-me muito e leio os jornais, pelo que estou actualizado quanto aos dados. Espero que vos tenham sido de utilidade e desculpem a maçada, pelo amor de Deus!

:)


11 Dic 2007 01:52
Perfil
Iberista
Avatar de Usuario

Registrado: 29 Jul 2007 00:23
Mensajes: 319
Ubicación: Lisboa
Nota 
Astur-Luso, não precisas estar sempre a pedir desculpa pelas tuas exposições longas. Pelo menos explicas bem as coisas. Em comparação as minhas são telegráficas, deixando-me, às vezes, a sensação que não digo o que penso. Mas cada um tem o seu modo de se expressar!

A sensação, talvez errada, que nós (portugueses) temos é de que as coisas por cá andam muito devagar. São discussões e mais discussões. Faz-se assim, depois já não se faz. A história do novo aeroporto de Lisboa, por exemplo, até já enjoa!

Há não sei quantos anos atrás e não sei quantos governos antes deste que temos hoje, lançou-se a modernização da Linha do Norte para o comboio rápido chamado Pendular. Para mim, seria a solução para unir Portugal de norte a sul e a Galiza, sem ser necessário o TGV. Este seria para unir Lisboa a Madrid. Passados todos estes anos, o Pendular ainda não consegue circular à velocidade que podia. E porquê? Porque as malditas obras de modernização e alargamento da Linha do Norte ainda não acabaram!


11 Dic 2007 02:12
Perfil
Iberista

Registrado: 30 Nov 2007 21:20
Mensajes: 2141
Nota 
Pois é.

É que Portugal é, nesse sentido, um país muito contraditório. Temos o mais moderno junto do mais antigo e arcaico Quero dizer, no mesmo dia podemos ver un gajo qualquer com um PDA do caraças, conexão WAP, Internet e tudo o mais, e ver logo uma senhora idosa a carregar um balde de roupa que vai lavar num tanque porque não tem máquina ou (as vezes mais do que imaginamos) não quer gastar. Temos os centros comerciais mais espectaculares da Ibéria (Colombo, Norte Shopping, Vasco, etc.) mas ao mesmo tempo encontramos a carrinha de um senhor idoso a vender frutas e legumes à beira da estrada.

É a identidade portuguesa! Eu, na minha experiência vivendo cá é que há burocracia a mais. O Alfa, por exemplo, não é uma questão de falta de fundos; muitas vezes e questão burocrática. Numa povoação do Alentejo há uma estrada sem arranjar. Se fores lá poderás ver um cartaz onde a Câmara escusa-se e diz que a questão de a estrada estar assim é da E.P (Estradas de Portugal), que tem de arranjar a estrada e não o faz. Entretanto são os cidadãos os que pagam as consecuências.

É por isso que sou a favor da regionalização. Não sei se vai solucionar alguma coisa, mas penso que as coisas não deviam pasar por cinco ou seis mãos antes de verem a luz. E acho que Lisboa teria muito a ganhar com isso. Os recursos de Lisboa para Lisboa, pensados numa dinâmica local, sem esquecer uma visão global do país. Por que uma estrada numa aldeia qualquer demora tanto tempo? Em Espanha há comboios e estradas das regiões e são elas as que financiam esas infrastruturas. Por que não pode haver um modelo similar para Portugal: a EP para as infrastruturas de interesse nacional, mas as regiões para as infrastruturas de interesse regional e as câmaras para as de interesse local.

O efeito ia ser imediato, a não ser que acontecesse como naquela anedota:

Um ministro das Obras Públicas de um país estrangeiro veio a Portugal e o nosso ministro convidou-o à sua casa.

-Que casa tão linda! Que luxuosa! -disse o ministro estrangeiro- Como é que faz para ter isto?

Então o ministro português diz-lhe:

-Olhe, vê aquela auto-estrada que há lá ao fundo? Dez por cento dos fundos da auto-estrada foram para mim?

Seis meses depois chegou a hora do ministro português de visitar o seu colega. Este convida-o para sua casa.

-Que casa! -diz o ministro português. Que luxo! Isto é que é realmente luxo! Como é que fez em tão pouco tempo?

-Olhe, vê aquela auto-estrada que há lá ao fundo? -disse-lhe o seu colega.

-Não. Não estou a ver nada.

-Pois.

Espero que te resulte divertida. :lol: :lol: :lol:


11 Dic 2007 02:39
Perfil
Iberista
Avatar de Usuario

Registrado: 29 Jul 2007 00:23
Mensajes: 319
Ubicación: Lisboa
Nota 
Portugal é um país tão contraditório que, ainda neste último sábado, passou no bairro onde vivo um personagem que pensava extinto. Um amolador!

Imagen

O amolador não era este, mas a máquina era deste género. Fiquei foi a pensar se seria apenas um dos contrastes que vivemos, ou se, perante o desemprego que assola este país, o homem se agarrou a um trabalho que lhe desse alguns euros de ganho.


11 Dic 2007 02:58
Perfil
Iberista

Registrado: 30 Nov 2007 21:20
Mensajes: 2141
Nota 
Ha. Ha. Ha.

Bom. Realmente isso é assim. Mas penso que por uma parte a sociedade portuguesa é um bocado conservadora. A sociedade espanhola também o é, mas de outro jeito.

O caso é que a crise que começou a dar-se em Portugal a partir de 2001 pôs de relevo que o país tinha avançado muito (eu lembro-me nos finais da década de setenta, em miúdo, e realmente há muita direrença), mas as estruturas políticas e económicas não tinham avançado nada. Portugal tem de fazer frente ao desemprego a consequência de uma estrutura económica desajustada com a realidade. O sucesso de Portugal eram os preços baixos dos produtos com salários baixos. O que acontece é que os sectores económicos eram também aqueles que não estavam relacionados com sectores tecnológicos. Daí o encerramento de fábricas têxteis ou de sapatos, etc. Também, embora menos que em Espanha, tem havido deslocalizações para outros países. Um exemplo disso é o encerramento da fábrica da Azambuja. E isso está a coincidir com uma etapa de crise onde o país não está a crescer ao ritmo devido. É preciso um acréscimo de um 2% para poder manter o nível de emprego e com 2,5% pode-se começar a criar postos de trabalho. E por enquanto não chegamos a esses níveis.

É por isso que o desemprego está a aumentar. Sem desvalorizar este facto, compre salientar que a Espanha teve uns níveis muito elevados durante muito tempo e ainda continua a ter em regiões como a Extremadura ou a Andaluzia. Mas o fenómeno não é exclusivo de Portugal. Na Catalunha e no País Valenciano está a acontecer a mesma coisa: encerramento de fábricas de todo tipo: automóveis, calçado, têxteis, etc. O que tem acontecido até agora é que a construção e o turismo têm disfarçado esses dados, mas, apesar da propaganda política, as estatísticas a nível de PIB mostram um enfraquecimento a respeito da média espanhola. Quer dizer, crescem, mas o seu crescimento, junto com o importante acréscimo da população estrangeira (entre eles um bom número de reformados que gastam lá, mas não geram actividade económica que compense), faz com que outras regiões, nomeadamente as do norte, que não têm esses problemas, cresçam a pouco e pouco e consigam aproximar-se progressivamente aos níveis anteriores à dura reconversão industrial. Mas vamos ver se se pode manter esse sistema, porque os factos mostram nuvens de tormenta no horizonte.

Em Portugal não tem havido essa saída do turismo e da construção. Até porque felizmente tem-se invertido mais num turismo de mais qualidade e não massificado que se reduz a determinadas zonas do Algarve. Isso, com o tempo vai dar os seus frutos. Falta também gente emprendedora. No Alentejo, por exemplo, há muitos empresários espanhóis que têm comprado ou alugado montados alentejanos para desenvolver lá a cria do porco preto. Por que em Portugal ninguém faz isso e desenvolve uma marca específica de presunto 'pata negra' netamente portuguesa? Isso e muitas outras coisas que podemos falar em posts sucessivos.

A figura do amolador faz-me lembrar também a questão das reformas. Muitos idosos malvivem com uma reforma de merda e é claro, têm de poupar e recorrir ao mais barato. Onde eu vivo há um Lidl e quando há promoções, os idosos são os primeiros em ir lá, as 9 horas e parece que voam!

Depois há a questão das mentalidades. O meu cunhado, que leva quase 20 anos à irmã da minha mulher, está sempre a se queixar por tudo e por nada. Certo. A sua vida foi difícil e não dispõe de muitos recursos. Mas os seus filhos, meus sobrinhos, que têm vinte e tal, encaram as coisas de modo diferente: estudam, formam-se com o intuito de sair da pobreza e ter um trabalho onde não sejam explorados por quatro tostões. São a geração que pode mudar o país! É por isso que é preciso que Portugal eleve os níveis de escolaridade, embora com certeza vai ultrapassar Espanha no seguinte informe PISA sobre a educação. Estou por apostar! Tal vez o programa das Novas Oportunidades seja uma boa ferramenta. Mas têm de se mudar as mentalidades das pessoas. Senão Portugal vai continuar emitindo emigrantes para outros países, como agora Espanha, onde há 100.000 portugueses, mais os que já foram nacionalizados.

É assim. É a 'bida' que diriam no Porto. Mas é nessas contradicções onde eu acho o charme de Portugal. Não poderiamos ser os mesmos sem elas!


11 Dic 2007 03:55
Perfil
Iberista
Avatar de Usuario

Registrado: 10 Sep 2007 18:29
Mensajes: 1834
Nota 
Eu não estou bem por dentro dessa coisa das Novas Oportunidades mas, do pouco que ouço, parece-me um bocado uma vigarice.

Dar equivalências ao 12º ano, com meia dúzia de trabalhitos, parece-me que é mais uma coisa daquelas "para inglês ver". Para a nossa cotação na Europa, a esse respeito, subir em flecha.

Mas, como também não há muitas vozes discordantes, até posso ser eu que esteja enganado.

_________________
"Todos os seres vivos tremem diante da violência. Todos temem a morte, todos amam a vida.
Projeta-te a ti mesmo em todas as criaturas. Então, a quem poderás ferir? Que mal poderás fazer?" Buda


11 Dic 2007 04:14
Perfil
Iberista
Avatar de Usuario

Registrado: 10 Sep 2007 18:29
Mensajes: 1834
Nota 
Ah...e um dos piores males que, a meu ver assolam Portugal, não é tanto a pobreza económica, mas sim a pobreza de espírito e os curtos horizontes mentais. E não me refiro só às classes mais baixas da população.

_________________
"Todos os seres vivos tremem diante da violência. Todos temem a morte, todos amam a vida.
Projeta-te a ti mesmo em todas as criaturas. Então, a quem poderás ferir? Que mal poderás fazer?" Buda


11 Dic 2007 04:19
Perfil
Iberista
Avatar de Usuario

Registrado: 29 Jul 2007 00:23
Mensajes: 319
Ubicación: Lisboa
Nota 
Astur-Luso escribió:
Mas os seus filhos, meus sobrinhos, que têm vinte e tal, encaram as coisas de modo diferente: estudam, formam-se com o intuito de sair da pobreza e ter um trabalho onde não sejam explorados por quatro tostões.


Tostões?... Vê-se mesmo que estás em Portugal há muito tempo, Astur-Luso! Ou em Espanha também se usa esse termo?


11 Dic 2007 21:53
Perfil
Iberista

Registrado: 30 Nov 2007 21:20
Mensajes: 2141
Nota 
Não, não se usa. Usa-se é o termo 'duros' que eram as antigas moedas de 5 pesetas.

Relativamente ao termo 'tostão', já ouvi falar e, além do mais, acho que para sentir-me totalmente integrado devo usar os mesmos termos da zona em que vivo, não achas? É por isso que depois de aprender as questões básicas de uma língua, gosto de aprender expressões populares, gíria ou calão, ditados, etc. Acho que ainda não sei muito. Tal vez seja eu, mas as vezes há alguma expressão nos jornais ou em alguma revista tipo 'Visão' e outras do género nas que se usam expressões que não conheço. Pelo contexto compreendo e sempre que possível, incorporo ao meu vocabuário.

Tudo por desfrutar da nossa prezada língua portuguesa!


12 Dic 2007 00:04
Perfil
Iberista
Avatar de Usuario

Registrado: 29 Jul 2007 00:23
Mensajes: 319
Ubicación: Lisboa
Nota 
Astur-Luso escribió:
Tudo por desfrutar da nossa prezada língua portuguesa!


Quando todos os espanhóis conseguirem dizer o mesmo (portuguesa, galega, castelhana, catalã, asturiana, ...) e os portugueses também em relação às línguas faladas na Espanha, então teremos a União Ibérica.

Lá estou eu a sonhar outra vez!


12 Dic 2007 00:36
Perfil
Iberista
Avatar de Usuario

Registrado: 03 Oct 2007 17:25
Mensajes: 1853
Nota 
explorados por quatro tostões. (português)

explotados por cuatro duros. (castellano)

explotados por catro patacóns. (galego)


Citar:
Quando todos os espanhóis conseguirem dizer o mesmo (portuguesa, galega, castelhana, catalã, asturiana, ...) e os portugueses também em relação às línguas faladas na Espanha, então teremos a União Ibérica.


Eu agardo tela moito antes. Pero sí. Entón xa seremos a Unión Ibérica.


Última edición por Brigan el 12 Dic 2007 01:50, editado 1 vez en total



12 Dic 2007 01:14
Perfil
Iberista

Registrado: 30 Nov 2007 21:20
Mensajes: 2141
Nota 
Ai, Luís Filipe! Eu também gostaria que fosse assim, mas infelizmente não é. Somos avançados ao nosso tempo. Sofremos desilusões. Desprezam-nos, insultam-nos, porque não compreendem que o melhor é uma união entre povos que compartilham muitas coisas.

Oxalá se cumpra a esperança de Brigan de ter uma união mais cedo do que pensamos. Sou pesimista, mas tudo pode acontecer nesta vida, não achas? :)


12 Dic 2007 01:33
Perfil
Iberista
Avatar de Usuario

Registrado: 29 Jul 2007 00:23
Mensajes: 319
Ubicación: Lisboa
Nota 
Acho, acho! :P


12 Dic 2007 02:02
Perfil
Iberista
Avatar de Usuario

Registrado: 10 Sep 2007 18:29
Mensajes: 1834
Nota 
Eu não quero uma união cedo de mais, sem as pessoas estarem mentalmente, e culturalmente, minimamente preparadas. Pode não vir a dar bons resultados e muitos ódios, preconceitos e fantasmas poderiam vir ao de cima.
Há um trabalho de fundo a ser realizado ainda para nivelar as coisas.

Mas também não acho, Astur-luso, que os iberistas sejam insultados assim tanto.
Pelo menos não aqui em Portugal. Em Espanha talvez, pois não verão utilidade em unir-se a um país mais pobre. Aqui em Portugal, quando muito, penso que alguns desprezarão a ideia, e menos ainda aqueles que a insultarão (geralmente gente fanatizada que não sabe contra-argumentar).

Agora tenho de te dar os parabéns pela tua total integração na cultura e mentalidade portuguesas. Mostra uma abertura de espírito que é rara do outro lado da fronteira, mas que a pouco e pouco estará a mudar e a ganhar terreno, espero. Como nós dizemos aqui: "Água mole em pedra dura, tanto bate até que fura."

_________________
"Todos os seres vivos tremem diante da violência. Todos temem a morte, todos amam a vida.
Projeta-te a ti mesmo em todas as criaturas. Então, a quem poderás ferir? Que mal poderás fazer?" Buda


12 Dic 2007 03:55
Perfil
Iberista
Avatar de Usuario

Registrado: 16 Ago 2007 15:40
Mensajes: 1692
Ubicación: d'aquí p'allá, no paramos
Nota 
http://www.cafebabel.com/es/article.asp?T=A&Id=2906

Iberia empieza en Lisboa
El Iberismo sigue vivo: el 28% de los portugueses y el 45% de los españoles desea una unión de España y Portugal.
Plaza del Marqués de Pombal en Lisboa (Foto, Bruno Santos/Flickr)
Lisboa. La capital del Estado europeo con las fronteras fijas más antiguas. Asomada a su desproporcionada Plaza del Marqués de Pombal se yergue la redacción del Diário de Notícias, el periódico más leído de Portugal. Esta mañana, su tira cómica transcribe una conversación entre dos vecinas de Beja, una ciudad portuguesa fronteriza con España. “¡Qué bonito fue ver a los Príncipes Felipe y Letizia paseando por Beja!” – “¡No me digas que eres de las personas que piensan que deberíamos ser españoles!”, contesta la otra – “No, no”, aclara la primera, “soy de las que piensan que los Príncipes deberían ser portugueses.”

Raro es el día en que no hay noticia o chiste en Portugal relacionado con España. Por encima de complejos nacionalistas, en el país aún planea el ideal del Iberismo: el proyecto, nacido en el siglo XIX en la mente de los republicanos federalistas de ambos países, de unir España y Portugal creando un nuevo Estado: Iberia.

Pasiones nacionalistas al descubierto

El premio Nobel de literatura, José Saramago (Foto, La Dulcinea/Flickr)Hoy, el iberista portugués más famoso es el Nobel de literatura José Saramago -al que hace poco se sumó otro Nóbel, el alemán Günter Grass-, que reside en España y en verano volvió a declarar a los medios de comunicación “estar convencido de que Portugal acabará por integrarse en España formando una unión descentralizada”. No todos los comunistas como él piensan lo mismo. Fernando Bárbara, en la sede del Partido Comunista de Portugal en el barrio lisboeta de Graça asegura querer “defender la soberanía nacional de Portugal”. Su compañero de militancia, João Narciso, apostilla: “Estamos en contra de la uniformización cultural en la península ibérica, aunque es cierto que ambos países comparten problemas en la esfera internacional”.

El tema desata pasiones y provoca crisis como la del reciente ministro socialista de Industria, Mário Lino, cuando se declaró “iberista convencido” y la oposición conservadora llevó el grito al cielo pidiendo explicaciones y acusándole de “poner en peligro la independencia de Portugal”.

Mucho más que política

“No se puede limitar el iberismo a la política”, sostiene con vehemencia Ramiro Fonte, el director del Instituto Cervantes de Lisboa, algo así como la embajada cultural de España en la capital lusa. “Es reduccionista; un falso debate creado mediante eslóganes en los medios de comunicación”, añade este experto en literatura portuguesa. “Que Portugal se una a España es política ficción”. Una aseveración con la que coincide la portuguesa Fernanda Menéndez, profesora universitaria de Lingüística española, para quien “la unión es una utopía, porque los portugueses provocaríamos los mismos roces que ya se dan entre vascos y catalanes con el resto de España. En cambio, en lo económico la integración es buena: pienso mucho en el iberismo como una estrategia para defender nuestros intereses en Europa”, subraya.

Ilustración aparecida en el diario español El País sobre el Iberismo

Ambos insisten en la vertiente cultural del Iberismo. “Iberia es una entidad panlingüística”, prosigue Menéndez, “en la que, quitando el euskera, todos podemos entendernos unos a otros con facilidad. Somos todos bilingües, aunque estaría bien que los españoles aprendieran más portugués”, se lamenta en un portuñol sin vacilaciones.

“Portugal siempre ha hecho más esfuerzo por conocer España que a la inversa”, retoma Ramiro Fonte. “Todo intelectual portugués reflexiona sobre el iberismo, pero hoy interesa España más que nunca, porque Portugal vive un sentimiento de crisis que le acompleja. Mira demasiado a España, a la que tiene idealizada”, se arriesga a advertir. Y añade: “Cuando ambos entraron en la UE se tenía más confianza en Portugal que en España, un país demasiado complejo, pero ahora los portugueses creen que España ha hecho mejor los deberes”. “Yo”, remata más tarde la docente Menéndez, “visto español, como español, leo español, estoy casada con un español y doy clases en la Universidade Nova de Lisboa, que está flanqueada por el centro comercial El Corte Inglés a un lado y el hotel NH Barcelona por otro, ambos de capital español”.

Si existiera Iberia

Estatua de Fernando Pessoa en el café A Brasileira de la Rua Garret de LisboaDesde el punto de vista geográfico Portugal y España “conforman una misma entidad frente al resto de Europa”, señala Menéndez. Con 1.214 kilómetros de frontera sin obstáculos orográficos, estos países han tenido siempre una Historia común o paralela. Unidos formarían el Estado más grande de la UE, con 78 escaños en la Eurocámara. Desde su adhesión en 1986 a la UE, Portugal ha multiplicado por cuatro sus exportaciones a España y por tres sus importaciones desde aquel país. En las elegantes calles Garret y Largo de Chiado, en pleno centro de la ciudad, saltan a la vista las novedades editoriales en las vitrinas de las librerías Bertrand, Portugal o Aillaud & Lellos. Autores españoles por todas partes: Julia Navarro, Enrique Vila-Matas, Javier Marías…, bajo la incansable mirada del gran poeta lisboeta Pessoa, sentado impertérrito en la terraza del mítico Café A Brasileira.


12 Dic 2007 23:57
Perfil
Iberista
Avatar de Usuario

Registrado: 10 Sep 2007 18:29
Mensajes: 1834
Nota 
Taquión escribió:
http://www.cafebabel.com/es/article.asp?T=A&Id=2906

Iberia empieza en Lisboa

Yo”, remata más tarde la docente Menéndez, “visto español, como español, leo español, estoy casada con un español y doy clases en la Universidade Nova de Lisboa, que está flanqueada por el centro comercial El Corte Inglés a un lado y el hotel NH Barcelona por otro, ambos de capital español”.

Si existiera Iberia

En las elegantes calles Garret y Largo de Chiado, en pleno centro de la ciudad, saltan a la vista las novedades editoriales en las vitrinas de las librerías Bertrand, Portugal o Aillaud & Lellos. Autores españoles por todas partes: Julia Navarro, Enrique Vila-Matas, Javier Marías…, bajo la incansable mirada del gran poeta lisboeta Pessoa, sentado impertérrito en la terraza del mítico Café A Brasileira.




Pode haver quem chame a isto de iberismo.

Eu, atendendo à dimensão, e à não existência de reciprocidade, mínima sequer, chamo-o, muito simplesmente, de pura e crua auto-colonização mental, cultural, económica, etc. de um país ainda submisso e falido economica e culturalmente, e sem ânimo nenhum.

As palavras de Tácito, trazidas aqui pelo Astur-luso, assentam que nem uma luva.

_________________
"Todos os seres vivos tremem diante da violência. Todos temem a morte, todos amam a vida.
Projeta-te a ti mesmo em todas as criaturas. Então, a quem poderás ferir? Que mal poderás fazer?" Buda


13 Dic 2007 19:25
Perfil
Iberista
Avatar de Usuario

Registrado: 18 Jul 2007 19:55
Mensajes: 925
Ubicación: Valencia (País Valenciano) // Teruel (Aragón) [[IBERIA]]
Nota 
Alexandre escribió:
Pode haver quem chame a isto de iberismo.

Eu, atendendo à dimensão, e à não existência de reciprocidade, mínima sequer, chamo-o, muito simplesmente, de pura e crua auto-colonização mental, cultural, económica, etc. de um país ainda submisso e falido economica e culturalmente, e sem ânimo nenhum.


Dir que Galp (per eixemple) té repartides moltes gasolineres per tota Espanya vol dir que els portuguessos volen invadir als espanyols i absorbir-los?

_________________
Dizionario aragonés-castellán / castellán-aragonés: http://www.clannac.com/dizionario/sauto.php

Imagen


13 Dic 2007 22:14
Perfil
Iberista
Avatar de Usuario

Registrado: 20 Nov 2007 17:10
Mensajes: 715
Ubicación: Castilla, España, IBERIA
Nota 
No sólo Galp....


::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::

Lisboa, 11 oct (EFECOM).- Las cerca de 400 empresas portuguesas presentes en España generan en ese país más de 21.000 puestos de trabajo directo, según un estudio de la Cámara de Comercio e Industria Luso-Española (CCILE) dado hoy a conocer por su presidente, Enrique Santos.

El directivo recordó que las ventas, para el periodo 2004-2006, de esas empresas alcanzaron los 11.000 millones de euros, cifra algo menor si se compara con la de las compañías españolas con presencia en Portugal, que facturaron más de 14.000 millones de euros y que emplean a unos 80.000 trabajadores.

Santos recordó que la presencia de empresas portuguesas en España está llena de experiencias positivas, casos como el de Corticeira Amorim, que cruzó la frontera hace décadas, Renova o más recientemente Delta Cafés, que con la marca Camelo es líder de mercado en regiones como Extremadura o Andalucía.

Se refirió a otros casos de éxito, como el de la empresa de pinturas Corporación Industrial del Norte (CIN), a través de su filial Amida Inversiones, el Grupo Ibersol en restauración o la participación -del 7,64 por ciento- del empresario Americo Amorin en el Banco Popular.

El informe de la CCILE destaca que las cinco principales empresas lusas presentes en España -Galp Energía, EDP, Tafisa, Cimpor y el Grupo Nutrinveste- son responsables de cerca del 70 por ciento de las ventas totales.

El documento refleja que Portugal es el octavo mayor exportador mundial hacia España, cuyas empresas presentes en ese país generan un 6 por ciento del Producto Interior Bruto (PIB) luso.

La inversión de compañías portuguesas en España en 2006 alcanzó los 900 millones de euros, frente a los 3.553 registrados en sentido contrario.

La mayoría de las empresas portuguesas que operan en España se concentran en Madrid y sus alrededores (47%), seguida de Galicia (19%), Cataluña (10%) y Andalucía (7%). EFECOM


11000 millones de euros contra 14000. La diferencia no es como para sentirse abrumado.[/b]

_________________
"Vivo tan por encima de mis posibilidades económicas que, por decirlo así, vivimos aparte"

Imagen
Imagen


13 Dic 2007 22:25
Perfil
Iberista
Avatar de Usuario

Registrado: 03 Oct 2007 17:25
Mensajes: 1853
Nota 
Que importancia ten a presenza dunha empresa doutro país no propio país? En Vigo está a Citroën e os vigueses e os galegos encantados. E que non marchen, por favor!

Nunha Iberia Unida, ¿importa se unha empresa portuguesa ten actividade en Galicia ou Andalucía, ou se unha empresa catalá ou madrileña está instalada en Canarias, no Algarve ou en Valencia? E se esa empresa fora francesa ou alemá?

Hoxe en día as empresas son globais, e actúan nun ámbito internacional e mundial. Unha empresa con sé en Madrid pode ter unha fábrica en Lisboa, pode fornecerse de materias primas en Marrocos ou en Rusia, pode ter directivos alemáns, pode ter o seu mercado na China, pode cotizar na bolsa de Londres e mesmo pode ser a maior parte do seu capital xaponés ou italiano. Ante iso o de andar a molestarse por que teña un nome tan "español" como "El Corte Inglés" ou "Telefónica" paréceme absurdo e fora de lugar.


14 Dic 2007 00:12
Perfil
Iberista
Avatar de Usuario

Registrado: 20 Nov 2007 17:10
Mensajes: 715
Ubicación: Castilla, España, IBERIA
Nota 

_________________
"Vivo tan por encima de mis posibilidades económicas que, por decirlo así, vivimos aparte"

Imagen
Imagen


02 Ene 2008 20:34
Perfil
Administrador
Avatar de Usuario

Registrado: 08 Ago 2007 06:41
Mensajes: 3738
Ubicación: Triana>Sev.>And.>España> Iberia>Europa>Occidente>Tierra>Sist. Solar>Univ.
Nota 


12 Ene 2008 00:54
Perfil
Administrador
Avatar de Usuario

Registrado: 08 Ago 2007 06:41
Mensajes: 3738
Ubicación: Triana>Sev.>And.>España> Iberia>Europa>Occidente>Tierra>Sist. Solar>Univ.
Nota 


12 Ene 2008 00:58
Perfil
Iberista
Avatar de Usuario

Registrado: 20 Nov 2007 17:10
Mensajes: 715
Ubicación: Castilla, España, IBERIA
Nota 
Un poco de biología científica.
Noticia de hoy en el diario luso Público


http://ultimahora.publico.clix.pt/notic ... id=1317401

_________________
"Vivo tan por encima de mis posibilidades económicas que, por decirlo así, vivimos aparte"

Imagen
Imagen


22 Ene 2008 19:08
Perfil
Administrador
Avatar de Usuario

Registrado: 08 Ago 2007 06:41
Mensajes: 3738
Ubicación: Triana>Sev.>And.>España> Iberia>Europa>Occidente>Tierra>Sist. Solar>Univ.
Nota 


23 Ene 2008 18:53
Perfil
Iberista
Avatar de Usuario

Registrado: 16 Ago 2007 15:40
Mensajes: 1692
Ubicación: d'aquí p'allá, no paramos
Nota 
qué grande la carta :D


23 Ene 2008 19:29
Perfil
Administrador
Avatar de Usuario

Registrado: 08 Ago 2007 06:41
Mensajes: 3738
Ubicación: Triana>Sev.>And.>España> Iberia>Europa>Occidente>Tierra>Sist. Solar>Univ.
Nota 
Una onírica visión de la fórmula Bracarense del separar para unir:

http://www.diariovasco.com/20080128/opi ... 80128.html


28 Ene 2008 21:49
Perfil
Administrador
Avatar de Usuario

Registrado: 19 Sep 2007 14:50
Mensajes: 1170
Ubicación: Zamora, Iberia
Nota 
Si bueno... aunque no me ha gustado eso de crear un estado para los gitanos, bastante tiene ya la peninsula como para crear un nuevo gaza. :D

Esta interesante, eso si. :wink:


28 Ene 2008 22:00
Perfil
Iberista
Avatar de Usuario

Registrado: 20 Nov 2007 17:10
Mensajes: 715
Ubicación: Castilla, España, IBERIA
Nota 

_________________
"Vivo tan por encima de mis posibilidades económicas que, por decirlo así, vivimos aparte"

Imagen
Imagen


12 Feb 2008 00:53
Perfil
Administrador
Avatar de Usuario

Registrado: 08 Ago 2007 06:41
Mensajes: 3738
Ubicación: Triana>Sev.>And.>España> Iberia>Europa>Occidente>Tierra>Sist. Solar>Univ.
Nota 
Cine español triunfa en el Festival de Oporto.

http://www.elpais.com/articulo/cultura/ ... ucul_1/Tes

_________________
Seid umschlungen, Millionen!


09 Mar 2008 00:32
Perfil
Iberista
Avatar de Usuario

Registrado: 20 Nov 2007 17:10
Mensajes: 715
Ubicación: Castilla, España, IBERIA
Nota 
Assassino português fugiu de hospital psiquiátrico no Luxemburgo e pode estar em Espanha
13.03.2008 - 09h38 - Última Hora / Sociedade

As autoridades luxemburguesas enviaram um alerta urgente às Forças e Corpos de Segurança de Espanha, por se pensar que é neste país que está um português que fugiu na segunda-feira de um hospital psiquiátrico do Luxemburgo. O homem estava a cumprir uma pena na instituição e é considerado muito perigoso. O seu objectivo é chegar ao país Natal, de acordo com notícia avançada pela edição online do diário espanhol “El Mundo”.

_________________
"Vivo tan por encima de mis posibilidades económicas que, por decirlo así, vivimos aparte"

Imagen
Imagen


13 Mar 2008 16:29
Perfil
Iberista
Avatar de Usuario

Registrado: 29 Jul 2007 00:23
Mensajes: 319
Ubicación: Lisboa
Nota 
Gondor escribió:
Assassino português fugiu de hospital psiquiátrico no Luxemburgo e pode estar em Espanha
13.03.2008 - 09h38 - Última Hora / Sociedade

As autoridades luxemburguesas enviaram um alerta urgente às Forças e Corpos de Segurança de Espanha, por se pensar que é neste país que está um português que fugiu na segunda-feira de um hospital psiquiátrico do Luxemburgo. O homem estava a cumprir uma pena na instituição e é considerado muito perigoso. O seu objectivo é chegar ao país Natal, de acordo com notícia avançada pela edição online do diário espanhol “El Mundo”.


Agarrem-no e fiquem com ele.

É que malucos já cá há muitos!... :lol:


13 Mar 2008 23:21
Perfil
Administrador
Avatar de Usuario

Registrado: 08 Ago 2007 06:41
Mensajes: 3738
Ubicación: Triana>Sev.>And.>España> Iberia>Europa>Occidente>Tierra>Sist. Solar>Univ.
Nota 
Hacemos un canje, "el solitario" por el asesino de Luxemburgo.

_________________
Seid umschlungen, Millionen!


14 Mar 2008 00:04
Perfil
Iberista
Avatar de Usuario

Registrado: 29 Jul 2007 00:23
Mensajes: 319
Ubicación: Lisboa
Nota 
Afinal, o fugitivo não será tão perigoso assim!

"O porta-voz da Polícia do Grão-Ducado do Luxemburgo garantiu ontem ao METRO que o cidadão português que se evadiu de uma instituição psiquiátrica não é perigoso.
O jornal “El Mundo” divulgou ontem que as autoridades espanholas receberam um alerta urgente para capturar um cidadão português
considerado um “criminoso muito perigoso e extremamente violento”.
O português Paulo Manuel Ramos Gonçalves, de 36 anos, fugiu segunda-feira de um centro psiquiátrico em Ettelbruck, no Luxemburgo.
“A Polícia foi alertada por volta das 20h30 e foi-nos dito que como ele não tem família no Luxemburgo, provavelmente se iria dirigir para Portugal”.
O porta-voz sublinhou ao METRO que o indivíduo em causa é “penalmente irresponsável” à luz do Código Penal do Luxemburgo. “O pessoal médico do Centro Psiquiátrico de onde fugiu garantiu-nos que ele não é uma pessoa perigosa”, explicou ainda o responsável luxemburguês.
Por isso, e apesar dos seus antecedentes criminais, a polícia do Luxemburgo alertou todos os comissariados e autoridades e activou o sistema de intercâmbio de informação SIRENE, subscrito pelos
signatários do Acordo de Schengen, mas não divulgou a informação para a imprensa.
Seria a Guardia Civil espanhola a divulgá-la e, segundo o “El Mundo”, a avançar que se tratava de um “criminoso muito violento”.
(diário "metro", 14/03/2008 http://www.readmetro.com/show/en/Lisbon/20080314/2/1/# )


14 Mar 2008 23:33
Perfil
Iberista
Avatar de Usuario

Registrado: 20 Nov 2007 17:10
Mensajes: 715
Ubicación: Castilla, España, IBERIA
Nota 
Sobre el conflicto "aeroportuario" hispano-brasileño

En Barajas se habla portugués.

http://www.elpais.com/articulo/espana/B ... nac_13/Tes

_________________
"Vivo tan por encima de mis posibilidades económicas que, por decirlo así, vivimos aparte"

Imagen
Imagen


24 Mar 2008 17:13
Perfil
Iberista
Avatar de Usuario

Registrado: 02 Jul 2007 11:18
Mensajes: 495
Ubicación: Córdoba
Nota 
Interesante estudio del "Real Instituto El Cano", sobre España y Portugal, sus relaciones comerciales, sus economías comparadas, y las empresas de que se han lanzado al mercado del país vecino. Por cierto en Córdoba, tenemos dos de las empresas portuguesas relacionadas Ferpinta y Cimpor.

http://www.realinstitutoelcano.org/wps/ ... /DT46-2004


04 Abr 2008 09:24
Perfil
Administrador
Avatar de Usuario

Registrado: 08 Ago 2007 06:41
Mensajes: 3738
Ubicación: Triana>Sev.>And.>España> Iberia>Europa>Occidente>Tierra>Sist. Solar>Univ.
Nota 
Es cierto, yo ya traje este artículo hace un tiempo, sobre todo para desmentir la creencia de que los portugueses apenas invierten en España, y de que las empresas españolas dominan su economía. Y eso que los datos son de 2004.

_________________
Seid umschlungen, Millionen!


04 Abr 2008 09:46
Perfil
Administrador
Avatar de Usuario

Registrado: 08 Ago 2007 06:41
Mensajes: 3738
Ubicación: Triana>Sev.>And.>España> Iberia>Europa>Occidente>Tierra>Sist. Solar>Univ.
Nota 
http://actualidad.terra.es/sociedad/art ... 616129.htm

Citar:
La Universidad de Verano Hispano-Portuguesa de las comarcas zamoranas de Aliste, Tábara y Alba y de la región portuguesa de Tras os Montes celebrará la próxima semana su encuentro anual, en el que durante cuatro días los ponentes reflexionarán sobre la cultura y las fronteras.

_________________
Seid umschlungen, Millionen!


14 Jul 2008 01:09
Perfil
Iberista
Avatar de Usuario

Registrado: 02 Jul 2007 11:18
Mensajes: 495
Ubicación: Córdoba
Nota 
España y Portugal

Agapito de Cruz Franco
lunes, 04 de agosto de 2008
"España es una ficción violenta" dijo una vez un anarquista valenciano. La comunidad imaginada con que Max Weber definiera los Estados-nación, unido al ideal libertario da como resultado esa afirmación, extrapolable a cualquier otro Estado por el simple hecho de serlo o de ilusionarse con serlo. Pero si esta construcción política resulta así simple ficción, más ficción aún es la separación histórica habida entre aquel Estado y la Lusitania, que tomaría el nombre de Portugal en el siglo XII, con el Rei Afonso Henriques.


Fue la batalla de Toro con los Reyes Católicos cuando la separación de estos Reinos se hizo más efectiva repartiéndose incluso el mundo en 1494 en el Tratado de Tordesillas. El matrimonio de María, hija de Isabel y Fernando, con el rey don Manuel de Portugal, estuvo a punto de conseguir la unión. En el siglo XVI, la muerte de Sebastián I en Marruecos, provocó que Felipe II, tío suyo, fuera proclamado Rey en Lisboa en 1579 como Felipe I de Portugal. Era la "Unión Ibérica" o época "filipina". El Estatuto para Portugal respetaba sus costumbres, idioma, leyes, etc suprimiéndose fronteras e impuestos de circulación de mercancías. Las posesiones portuguesas en Africa y Asia, unidas a las españolas en América y Filipinas acuñarían la frase de que "en los dominios de Felipe II no se ponía el sol", intentándose desde Lisboa en 1588 la conquista Inglaterra, con la Armada Invencible.
A Felipe II le sucedió Felipe III y a éste Felipe IV. Este, intentó una fusión administrativa en 1640, provocando junto con las guerras españolas en Europa, revueltas en todo el territorio donde sobresalió la de Cataluña con "Els Segadors", y la proclamación de Joao IV como nuevo Rey de Portugal. En 1660, nuevos intentos de formar un solo Reino, recurriendo ahora Portugal para impedirlo a Inglaterra, a quien cedería a cambio Tánger y Bombay, mientras el Gobernador portugués de Ceuta se mantenía fiel a Felipe IV. En 1668 se firmaba el Tratado de Lisboa.

Años más tarde, como apunta F. Ballano en el nº 38 de de la revista "Historia", el ilustrado José Marchena propondría la unión dentro de una República Federal, mientras en el contexto de las guerras napoleónicas (1808-1816) se produciría el intento de invasión de Portugal por España o "guerra de las naranjas", y luego su unión para luchar juntos contra Napoleón, con la iniciativa de los liberales en Las Cortes de Cádiz, de una unión dinástica que otorgara el gobierno a la regente de Portugal y no a Fernando VII. Exiliados liberales portugueses y españoles ideaban desde Londres la Unión Ibérica como una federación de siete repúblicas, y en 1848 se creaba en París el Club Ibérico pidiendo una federación republicana, y dividiéndose después entre monárquicos (Unión Ibérica) y republicanos (Federación Ibérica). Fernando Garrido, socialista, sugería en 1881 la creación de los EEUU de Iberia con 18 Estados, y en 1931, la II República reconocía la doble nacionalidad a los portugueses y a los países de Latinoamérica. Al margen de los dos Estados había surgido la FAI -Federación Anarquista Ibérica- que sigue existiendo.

Con la llegada de la Unión Europea han desaparecido las fronteras entre España y Portugal, sus sociedades van mezclándose y la economía y la cultura eliminando barreras. Zamora y Bragança son sedes de la Fundación hispano-lusa "Rei Afonso Henriques"( www.frah.es ) que lleva a cabo una gran labor de confluencia cultural, económica y social, en el marco del Río Duero y sus comarcas. En Extremadura (www.gitextremadura.com) su Junta ha puesto en marcha acciones transfronterizas.

Al hilo de estas iniciativas, la cuestión de las lenguas debiera ser abordada en los centros de enseñanza de España, introduciendo el portugués como idioma a estudiar. El español ya se estudia en los colegios de Portugal, y el Presidente Lula ha dado ejemplo en Brasil, donde es obligatorio en todos los Institutos, con 9 millones de estudiantes. España sigue ignorando que el portugués es el 5º idioma más hablado del mundo y que su aprendizaje estrecharía lazos comunes. Como el Instituto Cervantes en los países hispano-parlantes, existe desde hace doce años el Instituto Internacional de la Lengua Portuguesa, con sede en Cabo Verde.

España y Portugal, necesitan decididamente iniciativas políticas para construir un futuro en común. El verano pasado por estas fechas, el Premio Nobel José Saramago apostaba por ello.


http://canarias24horas.com/index.php/20 ... tugal.html


05 Ago 2008 18:15
Perfil
Administrador
Avatar de Usuario

Registrado: 08 Ago 2007 06:41
Mensajes: 3738
Ubicación: Triana>Sev.>And.>España> Iberia>Europa>Occidente>Tierra>Sist. Solar>Univ.
Nota 
Un muy interesante repaso histórico.

_________________
Seid umschlungen, Millionen!


05 Ago 2008 18:52
Perfil
Administrador
Avatar de Usuario

Registrado: 08 Ago 2007 06:41
Mensajes: 3738
Ubicación: Triana>Sev.>And.>España> Iberia>Europa>Occidente>Tierra>Sist. Solar>Univ.
Nota 
Isla Mágica retoma el millón de visitas gracias a extremeños y portugueses

Vuelven los mejores tiempos a Isla Mágica. El parque temático sevillano está a muy poco de conseguir el número de visitas que registró en sus años de inicio, un millón . Y ello, pese al futuro incierto que planea sobre el parque, después de que la Junta haya tenido que licitar de nuevo un concurso, al declararse desierto el que se convocó hace pocos meses, ante la falta de candidatos que quieran gestionar el recinto.

Frente a esta desconfianza por su rentabilidad económica, Isla Mágica se ha consolidado como una oferta de ocio no sólo entre los sevillanos -el grupo más numeroso de visitantes- sino entre el turismo nacional, e incluso, el extranjero.

No en vano, gracias a portugueses y extremeños este año se podrá superar el millón. Los turistas lusitanos suponen actualmente el 10% de los extranjeros que visitan el parque, con un crecimiento las últimas temporadas del 4%. Este aumento se debe a la fuerte campaña publicitaria que se ha realizado en el Algarve portugués, región en la cual veranean visitantes de otras ciudades del país vecino que optan por acercarse un día a Isla Mágica.

Pero, sin duda, el grupo que más ha crecido son los extremeños, hasta un 20%. La culminación de la Autovía de la Plata hasta Salamanca ha supuesto un incentivo para estos visitantes, que representan el grupo más numeroso de los turistas nacionales.

Estas cifras confirman que el recinto retoma el pulso de sus visitas. Cada vez está más cerca de obtener su mayor logro, el conseguido en 1998, el segundo año de funcionamiento, cuando se obtuvieron 1,3 millones de visitas. Antonio Peláez, director de Isla Mágica, cree que en aquellos años se registro "una avalancha" por la "novedad" que supuso el primer recinto de estas características en la capital andaluza. A partir de entonces, el número de visitantes comenzó a moderarse.

El mayor descenso se produjo dos años más tarde, en 2000. Aquella temporada el parque abrió con bastante retraso, el 12 de mayo. Surgieron las primeras incertidumbres sobre su futuro. Unicaja salió del accionariado del parque, y en su lugar, entraron las cajas de ahorro sevillanas, ahora fusionadas bajo el nombre de Cajasol. Se pasó de 1,2 millones de visitas a 846.000. Una disminución que rozaba el 30%. Los augurios más negros se ceñían sobre el parque. A las pocas expectativas financieras se sumaban los resultados negativos.

La situación remontó un poco el siguiente año. En 2001 las visitas crecieron un 6%. Poco duró la esperanza. La siguiente temporada Isla Mágica cosechó el peor balance. El número de visitas se redujo a poco más de 800.000. En términos porcentuales el descenso superó el 10%. De nuevo, la disminución de visitas iba pareja a otra coyuntura complicada. No se llegaba a un acuerdo entre las cajas de ahorros y las administraciones sobre las distintas alternativas para hacer rentable la gestión del parque. A ello se añadía la suspensión de pagos a la plantilla de trabajadores.

La temporada 2003 supuso un punto de inflexión. A partir de entonces las visitas no descienden, sino que van incrementándose. Al principio con un crecimiento tímido, hasta que en 2007 se dispara hasta alcanzar las 961.324. Este año se volverá a los orígenes. La empresa espera superar el millón de visitantes, una cifra semejante a la de 1997, cuando se inauguró.

http://www.diariodesevilla.es/article/s ... ueses.html

_________________
Seid umschlungen, Millionen!


05 Ago 2008 18:53
Perfil
Administrador
Avatar de Usuario

Registrado: 08 Ago 2007 06:41
Mensajes: 3738
Ubicación: Triana>Sev.>And.>España> Iberia>Europa>Occidente>Tierra>Sist. Solar>Univ.
Nota 
http://economia.uol.com.br/ultnot/lusa/ ... u4330.jhtm

Citar:
Galp compra negócios da Exxon e Eni na Península Ibérica
Lisboa, 6 ago (Lusa) - A Galp Energia comprou os negócios de distribuição de produtos petrolíferos da Exxon Mobil e Eni na Península Ibérica por 695 milhões de euros (R$ 1,6 bilhão).

A aquisição terá um impacto positivo de 120 milhões de euros (R$ 291,8 milhões) no seu resultado.

Em comunicado divulgado pela Comissão de Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), a Galp diz que com este negócio passará a ter mais 515 estações de serviço em Portugal e Espanha.

Desta forma, a companhia passa a ter um total de 1.553 estações, além de comercializar nesses países cerca de 12 milhões de toneladas de produtos petrolíferos. A expectativa da empresa é a de que o mercado espanhol represente 45% das vendas.

A compra, que já tinha sido anunciada em abril, deverá aumentar o resultado antes de juros, impostos, depreciações e amortizações (EBITDA) em 120 milhões de euros. Os resultados devem ser sentidos principalmente a partir de 2010.

A Eni opera em Portugal e Espanha nas estações de serviço sob a marca Agip. A Galp diz ainda que este negócio está ainda aguardando a aprovação "das entidades competentes".

O presidente-executivo da empresa, Manuel Ferreira de Oliveira, afirmou, durante a entrevista coletiva de apresentação de resultados, que os contratos de compra e venda já foram assinados e que estão a ser avaliados pela Comissão Européia (braço executivo da União Européia).

Ferreira de Oliveira espera uma decisão de Bruxelas em relação à Agip até setembro e em relação à Exxon Mobil até novembro. Com estas aquisições, a Galp Energia sobe a sua cota de mercado global na península ibérica de 12% para 16%.

_________________
Seid umschlungen, Millionen!


07 Ago 2008 10:42
Perfil

Registrado: 05 Ago 2008 16:09
Mensajes: 270
Nota 
Almanzor escribió:
España y Portugal

Agapito de Cruz Franco
lunes, 04 de agosto de 2008
"España es una ficción violenta" dijo una vez un anarquista valenciano. La comunidad imaginada con que Max Weber definiera los Estados-nación, unido al ideal libertario da como resultado esa afirmación, extrapolable a cualquier otro Estado por el simple hecho de serlo o de ilusionarse con serlo. Pero si esta construcción política resulta así simple ficción, más ficción aún es la separación histórica habida entre aquel Estado y la Lusitania, que tomaría el nombre de Portugal en el siglo XII, con el Rei Afonso Henriques.


Fue la batalla de Toro con los Reyes Católicos cuando la separación de estos Reinos se hizo más efectiva repartiéndose incluso el mundo en 1494 en el Tratado de Tordesillas. El matrimonio de María, hija de Isabel y Fernando, con el rey don Manuel de Portugal, estuvo a punto de conseguir la unión. En el siglo XVI, la muerte de Sebastián I en Marruecos, provocó que Felipe II, tío suyo, fuera proclamado Rey en Lisboa en 1579 como Felipe I de Portugal. Era la "Unión Ibérica" o época "filipina". El Estatuto para Portugal respetaba sus costumbres, idioma, leyes, etc suprimiéndose fronteras e impuestos de circulación de mercancías. Las posesiones portuguesas en Africa y Asia, unidas a las españolas en América y Filipinas acuñarían la frase de que "en los dominios de Felipe II no se ponía el sol", intentándose desde Lisboa en 1588 la conquista Inglaterra, con la Armada Invencible.
A Felipe II le sucedió Felipe III y a éste Felipe IV. Este, intentó una fusión administrativa en 1640, provocando junto con las guerras españolas en Europa, revueltas en todo el territorio donde sobresalió la de Cataluña con "Els Segadors", y la proclamación de Joao IV como nuevo Rey de Portugal. En 1660, nuevos intentos de formar un solo Reino, recurriendo ahora Portugal para impedirlo a Inglaterra, a quien cedería a cambio Tánger y Bombay, mientras el Gobernador portugués de Ceuta se mantenía fiel a Felipe IV. En 1668 se firmaba el Tratado de Lisboa.

Años más tarde, como apunta F. Ballano en el nº 38 de de la revista "Historia", el ilustrado José Marchena propondría la unión dentro de una República Federal, mientras en el contexto de las guerras napoleónicas (1808-1816) se produciría el intento de invasión de Portugal por España o "guerra de las naranjas", y luego su unión para luchar juntos contra Napoleón, con la iniciativa de los liberales en Las Cortes de Cádiz, de una unión dinástica que otorgara el gobierno a la regente de Portugal y no a Fernando VII. Exiliados liberales portugueses y españoles ideaban desde Londres la Unión Ibérica como una federación de siete repúblicas, y en 1848 se creaba en París el Club Ibérico pidiendo una federación republicana, y dividiéndose después entre monárquicos (Unión Ibérica) y republicanos (Federación Ibérica). Fernando Garrido, socialista, sugería en 1881 la creación de los EEUU de Iberia con 18 Estados, y en 1931, la II República reconocía la doble nacionalidad a los portugueses y a los países de Latinoamérica. Al margen de los dos Estados había surgido la FAI -Federación Anarquista Ibérica- que sigue existiendo.

Con la llegada de la Unión Europea han desaparecido las fronteras entre España y Portugal, sus sociedades van mezclándose y la economía y la cultura eliminando barreras. Zamora y Bragança son sedes de la Fundación hispano-lusa "Rei Afonso Henriques"( www.frah.es ) que lleva a cabo una gran labor de confluencia cultural, económica y social, en el marco del Río Duero y sus comarcas. En Extremadura (www.gitextremadura.com) su Junta ha puesto en marcha acciones transfronterizas.

Al hilo de estas iniciativas, la cuestión de las lenguas debiera ser abordada en los centros de enseñanza de España, introduciendo el portugués como idioma a estudiar. El español ya se estudia en los colegios de Portugal, y el Presidente Lula ha dado ejemplo en Brasil, donde es obligatorio en todos los Institutos, con 9 millones de estudiantes. España sigue ignorando que el portugués es el 5º idioma más hablado del mundo y que su aprendizaje estrecharía lazos comunes. Como el Instituto Cervantes en los países hispano-parlantes, existe desde hace doce años el Instituto Internacional de la Lengua Portuguesa, con sede en Cabo Verde.

España y Portugal, necesitan decididamente iniciativas políticas para construir un futuro en común. El verano pasado por estas fechas, el Premio Nobel José Saramago apostaba por ello.


http://canarias24horas.com/index.php/20 ... tugal.html


Muy ilustrativo e interesante, NECESITAMOS Y HAY DEMANDA SOCIAL DE INICIATIVAS IBÉRICAS, con el portugués en España , no se lo que pasa es un idioma fácil de aprender con una gran expasión, además el influjo de Brasil en España es muy grande, quizá sea la excesiva similitud y inteligibilidad mutua la que hace que se estudie tan poco.


07 Ago 2008 14:33
Perfil
Iberista
Avatar de Usuario

Registrado: 10 Sep 2007 18:29
Mensajes: 1834
Nota 
pastrana escribió:
Muy ilustrativo e interesante, NECESITAMOS Y HAY DEMANDA SOCIAL DE INICIATIVAS IBÉRICAS, con el portugués en España , no se lo que pasa es un idioma fácil de aprender con una gran expasión, además el influjo de Brasil en España es muy grande, quizá sea la excesiva similitud y inteligibilidad mutua la que hace que se estudie tan poco.





Vocês precisam tanto ou mais de aprender as vossas outras línguas espanholas do que aprender português. Aprender português para haver a União, e descurar as demais línguas ibéricas, é um serviço que pode sair caro a longo prazo.


Que influxo brasileiro é esse? Os jogadores de futebol?

_________________
"Todos os seres vivos tremem diante da violência. Todos temem a morte, todos amam a vida.
Projeta-te a ti mesmo em todas as criaturas. Então, a quem poderás ferir? Que mal poderás fazer?" Buda


08 Ago 2008 20:32
Perfil
Iberista
Avatar de Usuario

Registrado: 16 Ago 2007 15:40
Mensajes: 1692
Ubicación: d'aquí p'allá, no paramos
Nota 
Alexandre escribió:
Que influxo brasileiro é esse? Os jogadores de futebol?


Não, não, nem os jogadores, nem o Lula, nem a samba...

As brasileiras, meu filho, as brasileiras. :lol: :lol:


08 Ago 2008 21:55
Perfil
Iberista
Avatar de Usuario

Registrado: 16 Ago 2007 15:40
Mensajes: 1692
Ubicación: d'aquí p'allá, no paramos
Nota 
http://www.elpais.com/articulo/opinion/ ... opi_10/Tes

El peso del portugués

JAVIER FIGUEIREDO CAPUZ - Badajoz - 01/08/2008


El presidente brasileño, Lula da Silva, acaba de recibir un galardón por ser un gran valedor de la lengua castellana en el mundo. Me pregunto cuándo podrá recibir un premio parecido un político de un país hispanoparlante, alguien que haya hecho algo en favor de la difusión de la lengua portuguesa, la quinta lengua materna más hablada del planeta, la tercera lengua europea del mundo y la más olvidada de los sistemas educativos españoles si exceptuamos algunos avances en Extremadura. No sé si será porque esto de la reciprocidad es algo que no entendemos bien o porque quizá la lengua castellana acaba por modificarnos genéticamente hasta hacernos creer que somos el centro del mundo.


12 Ago 2008 19:48
Perfil
Iberista
Avatar de Usuario

Registrado: 02 Jul 2007 11:18
Mensajes: 495
Ubicación: Córdoba
Nota 
Esta noticia incluye al final una mención de colaboración entre el Centro Superior de Investigaciones Científicas (CSIC), y su homólogo portugués.
Aparte de la buena noticia de que organismos ibéricos colaboran entre si, para los que tenemos hijos con ese problema, siempre es una buena noticia, que se investigue la enfermedad, o como ayudar a los afectados en su dieta. Por tanto, buena noticia para el Iberismo, por la colaboración científica entre ambos países, y doblemente buena para los que vemos una ayuda en esta colaboración.

El CSIC desarrolla un pan para celíacos


El producto es más crujiente y tiene más sabor que los elaborados hasta el momento

El Consejo Superior de Investigaciones Científicas (CSIC) ha desarrollado un pan a partir de harina de arroz que supera las limitaciones de textura y sabor que caracterizan a los productos sin gluten para enfermos celíacos.
Frente a los panes para celíacos que existen en el mercado, elaborados mayoritariamente con mezclas de almidones y harina de cereales que no desarrollan gluten, «este producto tiene más sabor, una corteza más crujiente y una miga mucho más abierta que al contener alvéolos es más esponjosa y elástica, frente a la arenosa y compacta que caracteriza al pan o a la bollería sin gluten» explicó Cristina Molina-Rosell, del Instituto de Agroquímica y Tecnología de Alimentos del CSIC.
El estudio ha afrontado el diseño de productos sin gluten basados en harina de arroz y enriquecidos en proteínas, adecuados para paliar posibles deficiencias derivadas de la enfermedad celiaca. «El resultado de esta investigación ha sido el desarrollo de un pan sin gluten con un aporte energético de 220,3 kilocalorías por cada 100 gramos de pan y cuyo perfil de composición (42,38% de hidratos de carbono, 10,56% de proteínas y 0,95% de lípidos) se asemeja al de los productos de planificación con gluten», detalló la investigadora Molina-Rosell. Los productos que existen en el mercado para los celíacos responden estructuralmente a «formulaciones muy complejas, que contienen muchos ingredientes y aditivos», comenta Molina-Rosell. En el caso del pan, se trata normalmente de mezcla de almidones, harina de maíz y agentes estructurantes, utilizados para dar consistencia. «Nuestra idea era conseguir un producto más natural e intentar mejorar la calidad de los existentes, en lo que se refiere a la textura, el aroma y el sabor, que eran las principales deficiencias que acusaban los consumidores de los productos libres de gluten», concluyó la investigadora del CSIC.
Asimismo, el CSIC está trabajando actualmente en una nueva línea de estudio enfocada al desarrollo de un pan a partir de la harina de maíz, iniciado en el marco de un proyecto de colaboración bilateral del CSIC con su homólogo en Portugal, GRICES. El objetivo de este proyecto ha sido caracterizar y tipificar al pan Broa, un pan artesanal típico de Portugal y Galicia que se elabora con harinas de maíz, centeno y trigo. A partir de esa base, se está desarrollando un producto libre de gluten, es decir, que contiene únicamente maíz, pero con las características sensoriales del pan Broa.


http://www.levante-emv.com/secciones/no ... a-celiacos


12 Ago 2008 23:21
Perfil
Iberista
Avatar de Usuario

Registrado: 02 Jul 2007 11:18
Mensajes: 495
Ubicación: Córdoba
Nota 
El 9% del PIB de Portugal está en manos de 1.200 empresas de capital español

BELÉN RODRIGO
CORRESPONSAL EN LISBOA
Lunes, 25-08-08
El número de empresas con capital español presentes en Portugal se ha incrementado un 14 % en los últimos dos años. Un estudio presentado por la Cámara de Comercio e Industria Luso-Española (CCILE) informa de la existencia de 1.200 compañías con capital español instaladas en el país vecino. En 807 de estas empresas dicho capital es mayoritario y en su conjunto son responsables de un volumen de negocio global del orden de 16.000 millones de euros (representando más del 9% del PIB portugués) y emplean a 82.000 trabajadores.
Estos datos corresponden al año 2007 y se comparan con el estudio publicado hace dos años elaborado en base a los números de 2005. Entonces eran 1.050 las empresas en Portugal con capital español y en 523 de ellas la participación era mayoritaria.
Inversión estable
«Estos números demuestran que la inversión española es para continuar», explicó a ABC Enrique Santos, presidente de la CCILE. «Las empresas españolas se instalan en Portugal y desarrollan cada vez más proyectos que suponen grandes inversiones».
En su opinión, «la crisis que se está viviendo en España puede ayudar a que estas empresas crezcan más en Portugal, ya que tienen que invertir en algún lugar y tanto Francia como Portugal, por proximidad, son los dos destinos más solicitados».
En el análisis detallado sobre la facturación, trabajadores y localización de las compañías se han dejado fuera aquellas que tienen participación española minoritaria, que oscila entre el 3 y el 49%, como son los casos de Iberdrola y Telefónica.
Enrique Santos llama además la atención sobre la elaboración de este estudio: «Ha sido realizado con los datos facilitados por las propias empresas, y en algún caso no hemos recibido respuesta, pero se trata de un número mínimo». Por otro lado, «sabemos que hay muchos negocios entre empresas portugueses y españolas en zonas como Galicia y norte de Portugal, pero resulta difícil contabilizar dicho intercambio comercial.
El estudio revela que algunas de estas empresas son líderes en su respectivo sector en Portugal. Tal es el caso de Prosegur, en seguridad, Media Capital, en comunicación, Halcón, en agenicas de viajes, Roca, en sanitarios o El Corte Inglés, en grandes almacenes.
El sector del petróleo es el que atrae más inversión española, con un volumen de negocio de 2.500 millones de euros (Repsol y Cepsa son los principales inversores). Seguido de la banca, donde se facturaron 1.800 millones de euros con entidades financieras como Santander Totta, BBVA o Banco Popular, entre los mayores inversores. «Las cajas de ahorros españolas también están creciendo mucho en Portugal», subraya Enrique Santos.
Localización y trabajadores
Repsol, Santander Totta, Repsol Polímeros, Cepsa, Somague y El Corte Inglés son las seis mayores empresas de capital español en Portugal por facturación y en 2007 representaron el 34% del volumen total de negocio. El 63,2% de las empresas están localizadas en Lisboa y alrededores. Únicamente en la capital portuguesa ya se encuentran el 36,6% de las compañías y en localidades como Oeiras o Sintra, un 9% y 6% respectivamente. En Oporto, segunda ciudad por habitantes de Portugal, se sitúan el 11,9 % de las empresas.
«Es normal que una empresa empiece su actividad en la capital de un país y según va creciendo abra nuevas oficinas en otras localidades», matiza el presidente de la CCILE. Estas empresas emplean a 82.000 personas, en su mayor parte portugueses. Prosegur encabeza la lista, con 7.500 empleados, seguido del Santander Totta, con 6.450 y de El Corte Inglés, con 3.312.
Entre enero y marzo del presente ejercicio, Portugal ha importado de España bienes por valor de 4.108 millones de euros, más del 10,7% por encima de lo registrado en el mismo periodo del año anterior, y exportó por importe de 2.394 millones (un 10,4% más), lo que representa a su vez un valor récord.


http://www.abc.es/20080825/economia-eco ... 80825.html


25 Ago 2008 11:13
Perfil


Mostrar mensajes previos:  Ordenar por  
Responder al tema   [ 70 mensajes ] 

¿Quién está conectado?

Usuarios navegando por este Foro: No hay usuarios registrados visitando el Foro y 0 invitados


No puede abrir nuevos temas en este Foro
No puede responder a temas en este Foro
No puede editar sus mensajes en este Foro
No puede borrar sus mensajes en este Foro
No puede enviar adjuntos en este Foro

Buscar:
cron
Powered by phpBB © 2000, 2002, 2005, 2007 phpBB Group
Forum style by ST Software.
Traducción al español por Huan Manwë para phpbb-es.com
phpBB SEO
Crear Foro | Subir Foto | Condiciones de Uso | Política de privacidad | Denuncie el foro