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El legado de Pessoa en peligro - espólio de Pessoa 
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Iberista
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Nota El legado de Pessoa en peligro - espólio de Pessoa
Si el sueño de los iberistas se cumpliese y España y Portugal se fusionaran en un mismo país Fernando Pessoa, gran iberista, sería uno de los grandes nombres de las letras de Iberia, de hecho lo es para muchos. En España, o Iberia del este, la labor de estudiar y traducir al castellano al literato de las múltiples identidades, corrió a cargo de Ángel Crespo, uno de los mayores estudiosos de su obra y de las letras de la Iberia de oeste, también llamada Portugal. Hoy se cumplen 120 años del nacimiento del gran poeta de Lisboa. Desgraciadamente, nos encontramos con la noticia en elpais.com de que su rico legado puede dispersarse si la familia de Pessoa opta por subastarlo, pues esta parece ser su intención. El Gobierno de Portugal está intentando que tal cosa no suceda.

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Biblioteca e espólio de Pessoa vão estar na Internet

Dois ambiciosos projectos de divulgação na Internet de materiais pessoanos, ambos envolvendo o investigador Jerónimo Pizarro, irão permitir que especialistas nacionais e estrangeiros tenham acesso online ao espólio de Pessoa, que neste momento ainda se encontra nas mãos dos seus herdeiros, bem como a todas as páginas de todos os volumes da biblioteca que pertenceu ao poeta, incluindo a centena e meia de livros e revistas que os familiares conservaram e que não estão, como os restantes - cerca de 1200 - na Casa Fernando Pessoa.

O projecto de digitalização integral da biblioteca de Pessoa conta com o apoio da Câmara de Lisboa e da Casa Fernando Pessoa. Será através do site desta instituição que, no futuro, os interessados irão poder folhear virtualmente os livros do poeta, nos quais este deixou uma abundante "marginalia", incluindo notas de leitura, poemas (alguns ainda inéditos) e uma grande variedade de outros escritos. A equipa de investigadores que trabalha no projecto digitalizou até agora 200 livros; prevê-se que, em breve, possam ser disponibilizadas na Net algumas dezenas de páginas, a título de arranque simbólico da iniciativa.

A Câmara de Lisboa já recebeu 50 mil imagens, e há ainda muitos livros por digitalizar. O trabalho sofreu alguns atrasos, porque o software de que a autarquia dispunha não aguentou o volume de informação.

Uma das vantagens deste projecto, sublinha Pizarro, é permitir reunir num só lugar, ainda que virtual, os livros da Casa Fernando Pessoa e os que a família do poeta detém, tanto mais que não é ainda claro o destino que poderão vir a ter estes últimos. Por exemplo, o leilão de peças do espólio de Pessoa que a leiloeira Potássio 4 anunciou para Outubro inclui alguns livros.

Já nunca será possível reconstituir o que foi exactamente a biblioteca de Pessoa, porque este se desfez de muitos livros durante a sua vida. E mesmo entre aqueles que ainda se encontravam nas mãos da família em 1935, quando o poeta morreu, sabe-se que alguns desapareceram nas últimas décadas, já depois de as pessoanas Maria Aliete Galhoz e Maria da Encarnação Monteiro terem procedido à sua inventariação.

A família de Pessoa, que se mostra agora interessada em vender o que lhe resta do espólio, sempre procurou garantir que todas as peças fossem previamente digitalizadas. Vê, portanto, com bons olhos esta iniciativa, e permitiu que uma equipa de investigadores digitalizasse todas as peças, incluindo não apenas os livros, mas também os muitos manuscritos, de diversa natureza, que não se encontravam na famosa arca, cujo conteúdo o Estado arrolou e que acabaria por comprar, em 1979.

O grupo de pessoanos envolvido deu prioridade aos livros e revistas que estavam com os herdeiros, dos quais só não digitalizaram ainda, segundo Pizarro, "dois ou três que já foram para a leiloeira".

Digitalização de urgência

Foi justamente o primeiro leilão de materiais do espólio de Pessoa, organizado pela P4 em Dezembro do ano passado, que levou Pizarro a acordar com a família a digitalização, com carácter de urgência, de todos os papéis que esta ainda possuía. Durante uma semana, quatro ou cinco investigadores, cada um com um scanner de alta resolução, estiveram em casa da sobrinha de Pessoa, Manuela Nogueira, a digitalizar furiosamente os documentos que estavam na sua posse e na do seu irmão, Luís Miguel Rosa.

"Num dos dias, ficámos até à meia-noite", diz Pizarro. "Quando achávamos que já tínhamos terminado, aparecia sempre mais alguma coisa." Acabaram por digitalizar cerca de 2300 documentos, que incluem o volumoso "dossier Crowley", porventura a peça mais importante já anunciada para o leilão de Outubro.

Inicialmente, Pizarro pensou que faria sentido disponibilizar todo este material no site da Biblioteca Nacional (BN), onde está o essencial do espólio. No entanto, como não teve ainda resposta da BN, desenha-se agora a possibilidade de estes papéis virem a ser divulgados através do site do Centro de Linguística da Universidade de Lisboa, que Pizarro integra.


14 Jun 2008 02:55
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Iberista

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Seria pena que o espólio de Pessoa fosse parar no leilão. O Governo português não pode comprá-lo como sendo parte do Património Nacional? A família talvez precise de dinheiro ou não queira ter esse espólio pela responsabilidade que supõe, mas acho que de modo nenhum pode esse espólio vir parar em mãos de estrangeiros nem privadas. Se bem acho que a digitalização é uma boa coisa para se fazer, o espólio devia fazer parte da Biblioteca Nacional. Se há dinheiro para Tratados de Lisboa ou para a RAVE, também deve haver para chegar a um acordo com a família. O Património Nacional não são apenas mosteiros, sés, palácios ou qualquer coisa do género, é também o espólio dos nossos literatos mais importantes. Não faz sentido que se perca.


14 Jun 2008 03:11
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Iberista
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Espólio de Fernando Pessoa impedido de sair de Portugal

Os herdeiros de Fernando Pessoa, proprietários do espólio que vai ser leiloado pela P4 Photography, a 13 de Novembro, consideram a intenção, hoje anunciada pela Biblioteca Nacional de Portugal em classificar os documentos do poeta como Património Nacional, uma "ridicularia política".

Em declarações à Agência Lusa, Miguel Roza, sobrinho de Fernando Pessoa (1888-1935), e um dos proprietários do espólio, em conjunto com a irmã, Manuela Nogueira, considerou a medida "uma tempestade num copo de água nesta altura".

"É uma ridicularia política porque os documentos que vão a leilão não são os mais importantes e o Governo vem mostrar agora que está interessado em classificar tudo", comentou. Miguel Roza reagiu desta forma ao facto da Biblioteca Nacional de Portugal (BNP) ter iniciado o processo de classificação do espólio do poeta Fernando Pessoa como Património Nacional, no âmbito da lei de bases do património.

Fonte do gabinete jurídico da Biblioteca Nacional confirmou à Lusa que "foi decretado o início do processo de classificação do espólio" e que todas as entidades detentoras de documentos do poeta foram já informadas. "Tendo sido informados todos os possuidores de documentos de Fernando Pessoa, será colocado anúncio no Diário da República a 23 de Outubro, havendo 20 dias para contestação", explicou Jorge Couto, director da BNP.

Dossier inédito Pessoa-Crowley é destaque no leilão da P4

Segundo esta determinação, todos os possuidores não conhecidos, de documentos de Pessoa, devem dar conhecimento do seu paradeiro à Biblioteca Nacional. Esta classificação, esclareceu Jorge Couto, "coloca limitações às movimentações dos documentos que nunca poderão sair de Portugal em termos permanentes, mesmo que mudem de proprietários".

Miguel Roza disse que foi notificado há dois dias e que os herdeiros e a leiloeira P4 entregaram o caso a um advogado "porque se trata de uma questão jurídica".

Documentos, livros, cartas, revistas e fotografias de Fernando Pessoa pertencentes aos herdeiros do poeta integram o lote de documentos que estão previstos ir a leilão em Novembro pela leiloeira P4 Photgraphy. No conjunto está o dossier Pessoa-Crowley - com cerca de 800 páginas - que reúne, entre outros manuscritos, correspondência entre o poeta e o ocultista inglês Aleister Crowley, e a novela policial inacabada que Pessoa escreveu com base no suicídio encenado de Crowley na Boca do Inferno, perto de Cascais, em 1930.

A família detém um espólio disperso que inclui, por exemplo, cerca de trinta livros que foram pertença de Fernando Pessoa, alguns deles oferecidos por outros escritores da época, e que contêm dedicatórias. Num leilão realizado em Dezembro do ano passado, em Lisboa, um particular adquiriu por 11.000 euros uma fotografia de Fernando Pessoa aos dez anos, com uma dedicatória, oferecida pelo poeta a uma amiga.

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18 Oct 2008 12:27
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