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Recessão 
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Nota Recessão
Recessão na zona euro arrasta PIB nacional para valor mínimo desde 1975


Portugal poderá estar já a atravessar o ano de pior desempenho económico desde 1975. A quebra acentuada do ritmo de actividade económica nos últimos meses do ano passado já tornavam possível este tipo de cenário, mas a última previsão do Banco Central Europeu para a evolução da economia da zona euro tornou este recorde negativo ainda mais provável, dizem economistas, ex-ministros das Finanças e ex-governadores do Banco de Portugal.

Na quinta-feira, o BCE surpreendeu e decidiu colocar a sua estimativa para a contracção da economia da zona euro em 2009 num intervalo situado entre 2,2 e 3,2 por cento. Há apenas três meses, a mesma previsão apontava para um recuo mais ligeiro situado entre zero e um por cento.

O que é que isto pode significar para a economia portuguesa? Estará já a previsão de crescimento negativo de 0,8 por cento do Governo e Banco de Portugal completamente ultrapassada? Será a última previsão de contracção de 1,5 por cento feita pela Comissão já demasiado optimista? Poderá o país, se mantiver a tendência dos últimos oito anos de divergir com a média europeia, ficar próximo de uma variação negativa do PIB de três por cento?

Perante este cenário, especialistas contactados pelo PÚBLICO consideram, na sua maioria, como muito provável que a economia portuguesa acompanhe o recuo forte dos seus parceiros europeus e, como consequência, que 2009 possa registar a variação mais negativa do PIB português desde 1975, ano em que a economia recuou 4,3 por cento. Nas três últimas recessões nacionais, a economia caiu 0,8 por cento em 2008, dois por cento em 1993 e 1,9 por cento em 1984.

Agora, tal como acontece com um grande número de parceiros da UE, com os EUA e com o Japão, o desempenho económico de Portugal em 2009 ameaça bater recordes.

Cristina Casalinho, economista-chefe do BPI, diz que este cenário é "muito provável". A última previsão de crescimento publicada pelo seu departamento para 2009 era de um recuo de 1,2 por cento, mas a economista reconhece que já estão a trabalhar com um valor ligeiramente pior que dois por cento. Uma revisão completa das projecções vai ser feita quando forem divulgados os dados completos das contas nacionais pelo INE na próxima semana.

Eduardo Catroga diz que uma contracção do nível da actividade económica maior do que o esperado não é de surpreender, seja a nível europeu seja português. "Em Portugal, será certamente uma contracção mais profunda do que a de 1983, e portanto, acima dos dois por cento", diz, embora salientando que o importante não são os números, mas sim saber se Portugal está a gerir bem a saída da crise.

Fernando Ribeiro Mendes, ex-secretário de Estado da Segurança Social, salienta que, "a confirmar-se esta contracção na zona euro, seremos muito atingidos". "As previsões do BCE são péssimas notícias para nossa economia e para recuperação desta crise", afirma.

Já João César das Neves diz que "uma contracção próximo dos três por cento é possível, sem dúvida", mas salienta, com prudência, que "ainda ninguém pode dizer com certeza porque "a situação é muito nebulosa".

Portugal com melhor desempenho que parceiros europeus?

Uma coisa é certa - para que Portugal registe, em 2009, um contracção da economia menor do que os dois por cento de 1993, uma de duas hipóteses tem de se concretizar: ou as previsões feitas pelo BCE para a zona euro se revelam demasiado pessimistas ou Portugal consegue este ano um desempenho melhor do que os seus parceiros, algo que não acontece desde 2001. A primeira hipótese é, a cada semana que passa, cada vez mais improvável. Grandes economias da zona euro como a Alemanha, França e Espanha estão a apresentar indicadores que não deixam margem para dúvidas quanto à gravidade da situação. Na Alemanha, alguns institutos de investigação económica são até mais pessimistas e apontam para a possibilidade de uma contracção de cinco por cento na maior economia europeia. A segunda hipótese - a de Portugal conseguir um desempenho substancialmente melhor que o dos seus parceiros - também parece de difícil concretização.

João Ferreira do Amaral, o mais optimista, não considera que isso seja impossível. Apesar de dizer que "tudo indica que o cenário vá ser pior do que inicialmente previsto", o economista do ISEG acredita num "decréscimo de um por cento ou pouco mais" e sustenta esta previsão na possibilidade de haver "um aumento do consumo (sobretudo de grupos como os reformados e empregados), que compense a queda do comércio externo".

No entanto, outro professor do ISEG, Miguel St. Aubyn, diz que "se estas previsões se verificarem para a zona do euro, não vejo grande razão para Portugal, pequena economia aberta e exportadora para essa zona, vir a ter um desempenho melhor". Na mesma linha, António Nogueira Leite, secretário de Estado do Tesouro no Governo de António Guterres, "diz que, neste momento, é razoável assumir que a economia portuguesa tenha uma performance no intervalo da zona euro", assinalando que "há economias, como a alemã ou a espanhola, onde projecções independentes apontam para quedas monumentais, o que a acontecer pode ter um impacto sobre a nossa capacidade exportadora".

Miguel Beleza, ex-governador do Banco de Portugal, também considera "provável que Portugal acompanhe a zona euro e fique próximo da média europeia".

Mira Amaral, antigo ministro da Indústria de Cavaco Silva, diz que, "se ficarmos em linha com o desempenho da economia europeia, já não é mau".

E Bagão Félix, apesar de surpreendido pela previsões "tão negativas" do BCE, diz que "Portugal vai claramente ficar na metade mais negativa do intervalo, ou seja, entre -2,7 e -3,2 por cento".


Noticia sacada por Público: http://economia.publico.clix.pt/noticia ... idCanal=57

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07 Mar 2009 13:24
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Nota 
Gracias, por la noticia Linense. Estoy leyendo en "correo da amanhâ", que el "crecimiento" de portugal será negativo, nada mas y nada menos que un 3.5%, las importanciones y exportaciones han bajado casi al 15% respectivamente. Menudos palos nos estamos llevando!!

Link: http://www.correiomanha.pt/Noticia.aspx ... 01ACC403DF

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14 Abr 2009 18:24
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